A edição 2026 da pesquisa global da Deloitte reúne percepções de CEOs do setor aéreo sobre um ambiente marcado por aumento de custos, volatilidade e desafios operacionais. Realizado em um contexto de pressão sobre combustíveis, resultados financeiros e planejamento de rotas, o levantamento mostra um movimento consistente de foco em disciplina financeira, eficiência e revisão de prioridades organizacionais, ao mesmo tempo em que as companhias procuram se posicionar para o cenário competitivo futuro.
O setor iniciou o ano com expectativas positivas, mas o aumento dos custos de combustível, a inflação e os atrasos na entrega de aeronaves mudaram rapidamente esse cenário. A pressão sobre margens tornou o controle de custos a principal diretriz estratégica, influenciando decisões sobre crescimento, investimentos e operações. Iniciativas ligadas à experiência do cliente, inovação e cultura seguem presentes, mas passam a ser avaliadas com maior foco em sua contribuição direta para os resultados.
Com limitações de capacidade, as empresas aéreas direcionam seus esforços para extrair mais valor dos ativos existentes, com destaque para gestão de receitas, precificação e eficiência operacional. Nesse contexto, a tecnologia ganha relevância – especialmente o uso de inteligência artificial e machine learning – em aplicações voltadas a resultados mensuráveis, como otimização de receitas e redução de custos.
A sustentabilidade continua na agenda, com maior ênfase em iniciativas que combinem impacto ambiental e retorno econômico, como a modernização de frotas. Ao mesmo tempo, o cenário reforça um perfil de liderança focado em execução, disciplina e capacidade de adaptação, com necessidade de equilibrar a gestão das pressões de curto prazo e o posicionamento para o futuro.