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Global Automotive Consumer Study 2026

Explorando tendências de consumo na indústria automotiva e o panorama do mercado brasileiro

Quais tendências de consumo e tecnologias disruptivas terão maior impacto na indústria automotiva? Os resultados do Global Automotive Consumer Study revelam as principais perspectivas para este ano, incluindo adesão à eletrificação, recursos de conectividade, fidelidade à marca e outros destaques

O setor automotivo global vive uma fase de profundas transformações, marcada pela aceleração da inovação em toda a cadeia e pela centralidade do consumidor, cujas expectativas sobre valor, acesso e experiência estão em constante evolução. Essa dinâmica é acompanhada há mais de uma década pelo Global Automotive Consumer Study, realizado pela Deloitte, que apresenta insights valiosos sobre o comportamento e as novas demandas dos consumidores do setor. Nesta edição, a pesquisa reuniu mais de 28,5 mil participantes de 27 países, incluindo mil brasileiros.

Consulte o relatório global completo (link aqui), bem como o recorte Brasil (link aqui), para entender como as empresas do setor automotivo podem redefinir suas estratégias de negócios e investimentos neste e nos próximos anos.

Principais insights do recorte Brasil

No Brasil, a principal preocupação quanto à aquisição de um veículo elétrico está relacionada a uma infraestrutura pública ainda limitada. Nesse sentido, consumidores preferem investir em recarga privada – embora grande parte ainda não tenha carregador em casa. Apesar do interesse crescente dos consumidores brasileiros por veículos elétricos e híbridos, a falta de infraestrutura pública de recarga é a principal preocupação elencada pelos respondentes. Esse cenário impulsiona uma preferência – de 93% dos consumidores brasileiros e 86% da amostra global – por pontos de recarga privados, como residência ou local de trabalho. Entretanto, 62% dos brasileiros que manifestam essa preferência afirmam ainda não dispor de carregadores instalados em casa, enquanto, globalmente, esse percentual diminui para 48%, evidenciando que há, no Brasil, um maior desalinhamento entre intenção e capacidade prática de uso.

Pouco mais de 70% dos consumidores da amostra global e 76% dos brasileiros atribuiriam ao ecossistema veicular importância igual ou superior à do smartphone. Essa escolha ocorreria caso o ecossistema veicular oferecesse recursos como assistência avançada ao motorista, funções adicionais de conforto ou serviços integrados de terceiros. No Brasil, a percepção de valor destes veículos definidos por software também é mais elevada, refletindo maior abertura a funcionalidades evolutivas, personalização por IA e atualizações por meio de conexões remotas. Para 73% dos brasileiros, esse tipo de conexão aumenta a probabilidade de permanecer mais tempo com o mesmo veículo e, destes, 68% afirmam que estenderiam o uso do veículo por pelo menos dois anos – contribuindo para ciclos de uso mais longos e sustentáveis.

Na escolha do próximo veículo, o consumidor brasileiro demonstra menor fidelidade à marca e recorre mais às redes sociais e influenciadores como fontes de informação do que o mercado global. Os consumidores brasileiros são mais abertos a experimentar novos fabricantes e tendem a priorizar o veículo que melhor atenda às suas necessidades, guiando-se principalmente por custo‑benefício, qualidade e tecnologia. Quanto às principais fontes de pesquisa, a maioria dos respondentes (50% no global e 58% no Brasil) visita concessionárias; porém, as avaliações de influenciadores e as redes sociais têm peso significativamente maior no Brasil, sendo utilizadas por 44% dos consumidores, ante 33% no cenário global. Ainda assim, negociar bem, ter acesso a preços transparentes e experimentar fisicamente o veículo permanecem como elementos centrais que orientam a decisão final de compra.

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