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Perspectivas para a indústria de Varejo 2026

Cinco tendências devem transformar a indústria varejista em 2026, exigindo agilidade, inteligência e disciplina em um mercado cada vez mais liderado por IA

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Ao longo dos anos, o setor de varejo conseguiu ancorar suas estratégias em torno de um conjunto de fundamentos, incluindo foco inabalável no cliente, rigorosa prudência financeira, excelência operacional, insights orientados por dados e adaptabilidade para ajudar a garantir resiliência e sucesso contínuo.

Embora esses fundamentos ainda sejam válidos, nossa recente pesquisa com 330 executivos globais do varejo indica que o ano de 2026 pode se consolidar como um ponto de virada, exigindo que a indústria leve sua capacidade de adaptação a um novo patamar.

O setor enfrenta mudanças significativas no comércio, engajamento do cliente e disciplina operacional, com a inteligência artificial no centro dessas transformações. Diante desse cenário, como o mercado do varejo vai responder? O estudo "Perspectivas para a indústria de Varejo 2026" explora cinco tendências que podem moldar o futuro do setor:

Em 2026, consolida-se uma mudança estrutural no varejo, com consumidores –inclusive de maior renda – mais orientados à busca por valor, e não apenas por preço baixo. A percepção de valor envolve também qualidade, experiência, conveniência e confiança, que podem representar até 40% da decisão de compra. Para competir, os varejistas estão ampliando sortimentos acessíveis, fortalecendo marcas próprias e investindo em omnicanalidade, fidelização e personalização com apoio de IA.

A trajetória da inteligência artificial – de iniciativas piloto ao centro das operações do varejo – está se acelerando. Uma ampla parte dos varejistas já utiliza ou planeja utilizar IA nos próximos 12 meses para capacidades operacionais essenciais. Além disso, os varejistas já se preparam para a próxima evolução da tecnologia: quase 68% dos respondentes esperam implementar IA agêntica em atividades operacionais e corporativas estratégicas nos próximos 12 a 24 meses.

Em 2026, o marketing no varejo será amplamente habilitado por IA, com foco em hiperpersonalização, automação criativa e decisões orientadas por dados, aumentando velocidade e precisão. A maioria dos executivos planeja internalizar o marketing, impulsionada pelo avanço das retail media networks, que se tornam centrais para receita, rentabilidade e monetização de audiências. Nesse cenário, a diferenciação dependerá da capacidade de combinar criatividade, dados e IA para personalizar experiências em escala e reduzir a dependência de agências externas.

A transformação da cadeia de suprimentos tornou-se essencial para a resiliência do varejo, diante da expectativa generalizada de aumento de custos relacionados às políticas globais de comércio. Para responder a esse cenário, os varejistas planejam reconfigurar suas cadeias por meio de onshoring, nearshoring e diversificação de fornecedores, buscando maior agilidade e eficiência operacional. A tecnologia – especialmente a inteligência artificial – é o principal motor dessa mudança, ao ampliar a visibilidade, reduzir custos logísticos e sustentar crescimento e inovação em um ambiente mais complexo e imprevisível.

Apesar da expectativa de aumento de custos em 2026, o setor mantém uma visão otimista, com a maioria projetando expansão de margens. Para compensar as pressões, a indústria planeja ajustes como revisão do mix de produtos, aumentos graduais de preços, mudanças em políticas de frete e realocação de investimentos para iniciativas mais rentáveis. A liderança em margens dependerá de disciplina de custos, decisões orientadas por dados, automação e diversificação de receitas, sem comprometer a confiança do consumidor.

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