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Como o investimento em performance financeira alavanca cooperativas agropecuárias

Estratégias para uma gestão mais eficiente

Por Adilson Martins, líder da frente de Cooperativismo da Deloitte, e Maurício do Vale, diretor de Financial Advisory da Deloitte
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Para sobreviver e seguir crescendo em um ambiente tão competitivo como o do agro, só há um caminho: a busca constante pela eficiência em todos os aspectos do negócio. E essa estratégia precisa ir muito além do operacional da própria empresa, envolvendo a área financeira e todos os players da cadeia produtiva.

O foco na performance financeira de alto nível não deve se restringir apenas a grandes corporações. As cooperativas agrícolas estão inseridas nesse contexto, já que competem cada vez mais com grandes corporações e marcas globais. Por isso, elas vêm buscando melhorias em sua performance financeira, com uma maior eficiência no ciclo de conversão de caixa de seus negócios, principalmente industriais e comerciais.

Implementar estratégias para aprimorar a gestão financeira pode não ser um caminho fácil para as cooperativas. No entanto, superando alguns desafios, há inúmeras vantagens para a associação em si, bem como para os cooperados.

A começar pelos benefícios, vale ressaltar que uma melhor gestão financeira funciona como um passaporte para que cooperativas agrícolas se destaquem em um cenário com grandes multinacionais e consigam navegar com mais facilidade, sem perder potência em meio à competitividade acirrada.

Governança corporativa
Uma cooperativa com uma gestão financeira afiada, com os elos de sua cadeia de produção seguindo a mesma linha, ganha uma série de atrativos. Abre-se a oportunidade de se gerar caixa adicional, tanto no relacionamento interno como no externo.

Dentro da própria gestão, a eficiência em áreas como compras, contas a pagar e giro de estoques proporciona ganhos de performance e de caixa relevantes – valores que podem ser direcionados para a expansão ou novos investimentos. Um bom planejamento do nível de estoque, por exemplo, é crucial, já que evita se ter um ciclo muito longo de venda, com muito tempo se passando até vender o produto e receber o valor devido.

Externamente também é possível ver os benefícios de uma boa governança nas práticas contábeis e fiscais. Cooperativas com essas práticas demonstram mais garantias aos bancos, que passam a facilitar o acesso a créditos. Assim, elas podem buscar capital onde antes não era possível, já que o sistema bancário entende que há menos riscos nessas operações.

Como alavancar a performance financeira
A jornada para aprimorar a performance financeira de cooperativas inclui passos importantes, como a transparência e a tomada de decisões baseada em informações consistentes – algo ainda mais importante na gestão do capital de terceiros, do endividamento e do capital de giro.

O endividamento não é algo necessariamente negativo. É capital que, se bem gerido, faz a operação rodar com uma estratégia inteligente que envolve, além de um bom relacionamento com o banco, o conhecimento dos ciclos operacional e financeiro da cooperativa. Gestões que têm essa previsibilidade conseguem fazer um planejamento e antecipar necessidades, buscando um capital mais saudável, especialmente quando há demanda previsível de verba, como no pagamento do 13o salário, por exemplo.

A otimização do capital de giro funciona de modo parecido, porém com um ciclo de conversão de caixa que vai desde a compra, passando pelo pagamento, o estoque, até chegar na venda e no recebimento dos valores. Para o aprimoramento financeiro, esse ciclo precisa ser ágil; quanto mais rápido se conseguir receber, melhor. A meta então é otimizar, analisando as condições de fornecedores, clientes, estoques, contas a pagar, entre outros, para que o ciclo fique mais curto e, consequentemente, o dinheiro fique mais tempo com as cooperativas.

Entre os desafios enfrentados pelo setor está a necessidade de se adequar às novas demandas do mercado, especialmente na hora de acessar fundos de investimento. Outra barreira a ser superada é a escassez de mão de obra capacitada para desenvolver e implementar essa gestão efetiva – um apoio complexo que figura entre os serviços prestados pela Deloitte. Desafiador também é manter a eficiência nos processos internos (capital de giro das operações, gestão de compras, estoque, vendas, etc.) para aprimorar essas etapas e tornar esse ciclo mais eficiente.

Por fim, vale lembrar que, superadas essas barreiras, ficamos com o imenso potencial das cooperativas, que têm a capacidade de disseminar para toda a cadeia de cooperados os aprendizados e benefícios obtidos na busca pela melhor performance financeira.

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