Ir para o conteúdo principal

Perspectivas para o setor de Energias renováveis 2026

Setor de renováveis se ajusta para ganhar resiliência diante de mudanças regulatórias

 

2025 foi um ano desafiador para o setor de Energias renováveis. Mudanças regulatórias nos EUA, com a revisão de incentivos fiscais para energia limpa, pressionaram os pipelines de projetos e reduziram os investimentos em eólica e solar no primeiro semestre do ano.

Ainda assim, as fontes renováveis lideraram a expansão da capacidade instalada, respondendo por 93% das novas adições, com destaque para solar e armazenamento. Para 2026, a expectativa é de retomada do ritmo de implantação, impulsionada por projetos enquadrados em safe harbor.

Nesse cenário, executivos tendem a priorizar o curto prazo para capturar incentivos disponíveis, ao mesmo tempo em que fortalecem a resiliência por meio de ferramentas digitais, inteligência artificial e cadeias de suprimentos mais flexíveis.

O estudo “Perspectivas para o setor de Energias renováveis” para 2026 destaca cinco tendências-chave, além de riscos, oportunidades e estratégias acionáveis para a indústria.

As mudanças nas políticas públicas em 2025 tendem a pressionar cronogramas e custos dos projetos de energias renováveis, alterando sua viabilidade econômica. A redução dos prazos para elegibilidade de créditos e as novas exigências de continuidade na construção impõem maior complexidade aos desenvolvedores. As restrições relacionadas às foreign entities of concern (FEOC) ampliam desafios nas cadeias de suprimentos e nos custos de conformidade. Por outro lado, o novo arcabouço regulatório traz maior previsibilidade até 2030. Análises da Deloitte indicam que as adições anuais de capacidade entre 2026 e 2030 podem ficar abaixo das projeções anteriores à OBBBA.

Os hyperscalers estão impulsionando uma demanda sem precedentes por energia firme e de baixo carbono. Atualmente, os Estados Unidos concentram cerca de 90% dos contratos globais de energia livre de carbono firmados por esses players, com as fontes renováveis respondendo por 78% desse volume e a energia nuclear pelo restante. O armazenamento por baterias desponta como a principal solução de curto prazo para viabilizar energia limpa 24/7, atuando como ponte até que alternativas de base – como nuclear, hidrelétrica, geotermia avançada e gás natural com captura de carbono – alcancem escala comercial, um processo que ainda demanda anos de desenvolvimento.

Mudanças nas políticas públicas e pressões macroeconômicas estão intensificando a busca por eficiência. Desenvolvedores vêm priorizando disciplina de custos em equipamentos, design, engenharia e mão de obra, ao mesmo tempo em que aceleram os cronogramas dos projetos. Já os investidores esperam estratégias capazes de equilibrar controle de custos e crescimento.

Investidores e operadores bem capitalizados buscam retornos estáveis e vêm adotando estratégias diferenciadas. Empresas estratégicas do setor de energia, firmas de private equity e fundos de infraestrutura estão priorizando plataformas consolidadas – desenvolvedores que combinam projetos em operação com pipelines em estágio avançado, equipes estruturadas e escala –além de portfólios com riscos mitigados. Ao mesmo tempo, desenvolvedores e produtores independentes de energia estão reciclando capital por meio da venda de ativos maduros, lastreados em PPAs, para financiar pipelines de curto prazo. Energia solar e armazenamento de energia seguem como as principais áreas de foco.

As restrições relacionadas às foreign entities of concern (FEOC), as mudanças no crédito fiscal de produção para manufatura avançada 45X e a ampliação das tarifas vêm elevando os custos ao longo de toda a cadeia – desde minerais críticos até os produtos finais.

Did you find this useful?

Thanks for your feedback