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Desafios e oportunidades ESG para profissionais de RI

Por Isabelle Dassier, sócia da área de Audit & Assurance da Deloitte

Temas da agenda ambiental, social e de governança (ESG) são vistos como uma oportunidade de liderança e protagonismo para 70% dos profissionais de Relações com Investidores (RI) das empresas brasileiras. A conclusão é da última pesquisa realizada em conjunto entre a Deloitte e o Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (IBRI), conduzida entre abril e maio de 2022. A 15ª edição da pesquisa abordou especificamente a questão ESG. 

A cada ano, as empresas observam um maior impacto de seus stakeholders – fundos, bancos e pessoas físicas – na percepção de valor sobre o seu negócio. Tanto os agentes institucionais têm ganhado relevância e demandado mais ações de ESG, quanto os investidores individuais, que cresceram fortemente na Bolsa de Valores nos últimos três anos, vêm trazendo à tona a reflexão de como esses assuntos estão influenciando e dialogando com a função de RI.

Mas, a despeito de a temática ESG não ser recente, a pesquisa evidenciou que ainda faltam especialistas no assunto: apenas 37% das empresas têm especialistas em ESG dentro da área de RI. E 17% delas pretendem contratar alguém com conhecimento nessa temática ainda em 2022.

Criação de valor pelos RI

 

Quando uma empresa toma a decisão de entrar na Bolsa de Valores com uma oferta inicial de ações (IPO), o objetivo é ampliar suas fontes de financiamento, melhorar a gestão de capital,  expandir e/ou diversificar seus planos de investimentos, crescer e valorizar seus negócios. Em contrapartida, terá de atender expectativas do mercado, entre elas executar e comunicar o alinhamento da gestão a princípios e metas ESG.

A comunicação desse alinhamento é responsabilidade dos profissionais de RI – a estruturação de uma área de RI é outra das exigências para as empresas com ações na Bolsa. Conquistar e manter o compromisso em dialogar com seu público estratégico (stakeholders), para além dos requisitos regulatórios, já coloca a empresa em um patamar que a distingue das demais.

O profissional à frente dessa área deve ter uma visão integrada e estratégica sobre os objetivos e o potencial da empresa; conhecer profundamente seu modelo de negócio, suas perspectivas futuras, bem como seus direcionadores de crescimento. 

Deve ter a capacidade de influenciar positivamente o mercado – através da credibilidade alcançada, por sua clareza, agilidade e assertividade na comunicação e articulação sobre a condução da companhia – saber gerir as expectativas dos analistas e investidores, principalmente, em tempos de instabilidade e baixo crescimento. 

Outra capacidade fundamental para esse profissional é a interlocução com a alta gestão e corpo diretivo da companhia. Trazer os feedbacks do mercado e ter a capacidade de influenciar a execução estratégica e tomada de decisões da companhia contribui para uma mudança de patamar da empresa e tende a aprimorar o seu modelo de atuação.

Na mesma pesquisa realizada pela Deloitte e IBRI em 2022, 76% das empresas definiram como a principal habilidade para uma liderança de RI bem-sucedida “a capacidade de influência no mercado acerca da estratégia da empresa”. 

Desafios regulatórios

 

A abertura de capital é, sem dúvida, uma mudança significativa e estrutural, em todos os aspectos de uma organização. Para muitas empresas, pode significar uma ruptura em termos de cultura e processos, além do aumento da frequência de apresentação de documentos obrigatórios, reportados aos órgãos, como as demonstrações financeiras.

Ao abrir seu capital, a companhia passa a enfrentar diferentes desafios para atender aos requisitos regulatórios:

  1. Estrutural: criação de novas áreas (como a de Relações com Investidores); reestruturação de departamentos; necessidade de fortalecimento da governança corporativa; adoção de maiores controles, processos, políticas; divulgação de documentos específicos e/ou adequação dos documentos já existentes; 
  2. Comunicação: comunicar e articular a estratégia da companhia tanto para dentro – buscando maior engajamento dos colaboradores, fortalecendo a cultura e o orgulho em pertencer; quanto para fora da empresa – evidenciando, por exemplo, que os compromissos assumidos com o mercado estão em linha com os objetivos traçados pela empresa;
  3. Alinhamento estratégico: posicionar-se de maneira alinhada, coordenada, ágil e tempestiva frente a situações adversas; transmitir a visão e perspectiva da companhia para o setor, diante de determinados momentos de crises e/ou incertezas; reconquistar a credibilidade da companhia, após sucessivas ondas de baixo desempenho; reapresentar um novo plano estratégico.

O advento do IPO é um marco significativo para as companhias. Por toda complexidade que o processo exige, é fundamental que a empresa receba uma preparação adequada. A robustez do planejamento e a maturidade da governança é o que tratará a sustentação e perenidade para o projeto.

A importância do apoio de auditores independentes 

 

A Deloitte está preparada para apoiar as empresas na estruturação da área, bem como em processos, políticas, estratégias, análise de benchmark e demais atividades que envolvem o dia a dia da área de RI.

Como líder global em serviços, a Deloitte entende que pode contribuir com toda sua expertise, reunindo profissionais com diferentes habilidades técnicas dentro e fora do Brasil, em diferentes setores. A multidisciplinaridade é uma realidade valorizada dentro das empresas, especialmente pelas áreas de RI. Por essa razão, nos colocamos à disposição da sua empresa. Abaixo destacamos algumas de nossas, principais frentes de atuação:

  • Diagnóstico da estrutura atual da companhia, e objetivos estratégicos do RI;
  • Estruturação da área de RI, divisão de papéis e responsabilidades;
  • Análise de gap frente aos concorrentes;
  • Recomendação quanto à estruturação de informações para geração de relatórios;
  • Avaliação da identidade visual da companhia e das comunicações elaboradas por RI;
  • Estruturação do calendário de eventos da companhia;
  • Orientações sobre os principais cuidados na comunicação externa;
  • Elaboração do manual interno de procedimentos de RI e check list das obrigações periódicas; 
  • Desenho ou redesenho do modelo operacional, contendo a governança da área de RI e interfaces com as demais áreas da Companhia;
  • Estruturação e apoio no processo de SLA (Service Level Agreement), com alçadas de revisão/aprovação;
  • Elaboração da Política de Ato ou Fato Relevante e negociação de valores mobiliários;
  • Apoio na estruturação de processos e controles para suportar a política;
  • Recomendação de sistemas e processos operacionais para gestão integrada de relatórios regulatórios;
  • Realização de workshops com as áreas que tenham interface com RI (Compliance, Finanças, Jurídico Societário, entre outras) para disseminar a cultura de capital aberto da companhia.

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