Uma colaboração intersetorial nesse sentido – incluindo seguradoras e empresas de tecnologia – será fundamental para a geração de benefícios econômicos, ambientais e sociais.
Alavancar o uso da inteligência artificial (IA) na infraestrutura para planejar, responder e se recuperar de forma rápida e decisiva de desastres naturais, cada vez mais frequentes e intensos, pode ajudar a prevenir perdas anuais na ordem de US$ 70 bilhões até 2050, de acordo com o estudo "IA para a resiliência da infraestrutura", da Deloitte. O relatório empregou estudos empíricos de caso, modelagem de risco probabilística e projeções econômicas para demonstrar como a resiliência da infraestrutura global habilitada pela IA pode trazer benefícios econômicos, ambientais e sociais.
“A constituição de uma infraestrutura inteligente a partir da IA pode redefinir a maneira como lidamos com eventos climáticos extremos, reduzindo impactos e protegendo vidas e ativos”, ressalta Eduardo Raffaini, sócio-líder de Strategy, Infrastructure & Sustainability da Deloitte. “O investimento em soluções de IA possibilita aprimorar o planejamento, a resposta e a recuperação frente a desastres, de forma estratégica, tanto preventiva como reativa. A incorporação dessa tecnologia será fundamental para a resiliência, também, dos negócios dentro desse contexto”, completa.
No mundo todo, os sistemas de infraestrutura enfrentam desafios cada vez mais complexos. Eventos climáticos extremos expõem vulnerabilidades em estruturas já desgastadas pelo tempo, exigindo manutenções mais frequentes e modernização. Além disso, a transição para fontes de energia mais limpas impõe a necessidade de adaptações. Ao mesmo tempo, há aumento da demanda por serviços como transporte e saneamento, pressionando redes que muitas vezes não acompanham esse ritmo de crescimento. Nesse cenário, planejar, adaptar e inovar são indispensáveis para garantir a resiliência e a eficiência dos sistemas.
Com o aumento da frequência e da intensidade dos desastres naturais, como enchentes, secas e tempestades, torna-se cada vez mais necessário investir no fortalecimento e proteção da infraestrutura atual e no planejamento cuidadoso de novas construções. “Investir em IA para infraestrutura não é só mitigar riscos: é proteger fluxo de caixa, evitar paralisações e garantir vantagem competitiva em um mundo onde resiliência se tornou sinônimo de liderança”, afirma Maria Emília Peres, sócia de Sustainability Strategy da Deloitte. Os potenciais impactos futuros incluem:
IA em cada estágio do ciclo da infraestrutura
A adoção de tecnologias de IA, desde o planejamento de infraestrutura até a operação, pode oferecer soluções preventivas, de detecção e de resposta para ajudar a lidar com desastres naturais, fornecendo aos setores público e privado maneiras de reduzir proativamente os riscos. Os benefícios são significativos – o relatório da Deloitte identifica que a IA pode ajudar a prevenir danos, apenas decorrentes de tempestades, globalmente, de US$ 30 bilhões por ano, em média, até 2050.“
Ao antecipar vulnerabilidades com IA, as empresas deixam de apenas reagir a crises e passam a transformar riscos climáticos em oportunidades para diferenciar seus negócios, reduzir custos e criar valor sustentável”, complementa Maria Emília Peres.
Como superar os desafios para adoção de IA
Para que a IA possa ser empregada de fato no aprimoramento da resiliência da infraestrutura, será necessário que líderes trabalhem em conjunto para remover os obstáculos à adoção da tecnologia, que abrangem infraestrutura legada, lacunas regulatórias e restrições financeiras. A colaboração global entre setores é essencial para aproveitar o potencial da IA para a resiliência da infraestrutura.
A colaboração para o desenvolvimento de soluções de IA, bem como pela superação dos obstáculos à utilização da tecnologia em larga escala, em todo mundo, será essencial para construirmos uma infraestrutura resiliente. A partir da criação desse ecossistema, teremos capacidade para criar e implementar soluções de Inteligência Artificial que habilitam a prevenção de falhas, a redução de perdas produtivas e de gastos com reparos emergenciais”, analisa Jefferson Lopes Denti, chief Disruption Officer da Deloitte Brasil.
O relatório da Deloitte estima que, com adoção ampla de IA e aprimoramento de suas capacidades, as economias anuais projetadas em custos diretos decorrentes de desastres podem chegar a US$ 115 bilhões até 2050, o que representa a possibilidade de eliminar quase um terço das perdas relacionadas a desastres. “Nosso estudo é um chamado à ação para as lideranças do setor público e privado. A IA não só protege ativos, mas otimiza recursos, reduz desperdícios e acelera a recuperação, gerando benefícios econômicos, ambientais e sociais. Investir em IA para resiliência da infraestrutura é uma necessidade estratégica”, conclui Jefferson Lopes Denti.
Sobre o estudo
O relatório "IA para a resiliência da infraestrutura" apresenta uma avaliação baseada em dados e em modelos de como a IA pode ajudar a reduzir o risco crescente à infraestrutura global, trazido por desastres naturais. Aproveitando estudos de caso empíricos, modelagem de risco probabilística e previsão econômica até 2050, o relatório quantifica como as aplicações de IA – da manutenção preditiva aos gêmeos digitais – poderiam evitar danos anuais de bilhões de dólares. Ele oferece um roteiro para líderes dos setores público e privado implantarem a IA estrategicamente nas fases de planejamento, resposta e recuperação.
Jeffrey Group
Assessoria de Imprensa