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Impulsionando resultados com operações inteligentes

Benefícios à cadeia de produção e criação de um ecossistema

Por Eduardo Raffaini, líder de Capital Projects & Asset Transformation; Breno Bregunci, sócio de Capital Projects & Asset Transformation; Luiz Rubião, sócio de Capital Projects & Asset Transformation; e Hugo Tadeu, conselheiro de Capital Projects & Asset Transformation
Centro de Excelência para Projetos e Ativos de Capital da Deloitte

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Organizações no Brasil e no mundo passam por um momento único, enfrentando desafios e mudanças sem precedentes. Com a chegada da Indústria 4.0 e diante da pressão por processos mais eficientes – em um mercado cada vez mais complexo e competitivo – a demanda por operações inteligentes se faz mais presente no dia a dia dos líderes de negócios.

Com a Indústria 4.0, veio a promessa de uma nova Revolução Industrial. Essa nova era combina técnicas avançadas de produção e operação com tecnologias digitais inteligentes para criar organizações digitais que não são apenas interconectadas e autônomas, mas que também são capazes de comunicar, analisar e usar dados para impulsionar ainda mais as ações inteligentes.

A implementação dessas operações na gestão dos ativos de capital pode trazer uma série de benefícios à cadeia de produção e seus resultados podem ser amplificados quando as empresas tomam a decisão de operar como um ecossistema — uma estrutura de operação formada por diferentes entidades unidas de maneiras significativas para endereçar desafios e cumprir objetivos compartilhados. Assim, elas criam condições favoráveis para a inovação e conseguem progredir de maneira mais ágil e estratégica. Há quatro ecossistemas primários que oferecem suporte a iniciativas de operações inteligentes: produção; cadeia de suprimentos; cliente; e talento.

De fato, ecossistemas inteligentes podem ser a chave para desbloquear e acelerar a realização de valor nessas iniciativas — uma análise de empresas de manufatura da Fortune 500 revelou que organizações com mais de 15 alianças estratégicas registraram, em 2019, crescimento de receita ano a ano duas vezes maior quando comparadas às empresas com menos alianças. Além de um melhor desempenho econômico, uma abordagem de ecossistemas também pode trazer outras vantagens, como o aumento na oferta de produtos e serviços digitais e uma maior capacidade de inovação.

À medida em que organizações avançam em seus planos de transformação digital, impactadas pelas mudanças trazidas pela Indústria 4.0, ecossistemas podem fazer uma diferença significativa na velocidade e escala de seus esforços. Os ecossistemas também permitem uma maior capacidade e flexibilidade de adaptação ao novo mundo em escala. Isso não apenas aumenta a competitividade, como também ajuda as organizações a responderem melhor a imprevistos e interrupções, como foi o caso da pandemia de Covid-19.

Um estudo realizado pela Deloitte e pela MAPI (Aliança de Fabricantes para Produtividade e Inovação, em tradução livre do inglês) indicou que as dificuldades causadas pela crise do novo coronavírus intensificaram a urgência para que organizações acelerassem suas iniciativas de operações inteligentes para garantir sua sobrevivência no mercado. De acordo com o levantamento, 85% das organizações entrevistadas acreditam que os ecossistemas são importantes ou extremamente importantes para a sua competitividade. Em resposta a esse cenário, 62% dos líderes entrevistados afirmam que darão continuidade aos investimentos em operações inteligentes, alocando mais verba em seus orçamentos para essas iniciativas.

Apesar de ainda estarmos em meio à crise trazida pela pandemia, agora não é o momento de desacelerar a adoção de operações inteligentes. Pelo contrário: as condições atuais são favoráveis para o surgimento de novas soluções digitais que resolverão muitos dos desafios de negócios criados pela Covid-19 e outros que ainda estão por vir.

Criar um ecossistema para operações inteligentes, no entanto, não é uma tarefa fácil. Há diversos fatores que podem travar os esforços de conexão a uma rede mais ampla, como o nível de maturidade das organizações envolvidas, os riscos inerentes às alianças externas e até mesmo à gestão de processos e coordenação necessária para que diversos atores trabalhem em conjunto em iniciativas complexas.

Esse tipo de abordagem exige um compromisso da liderança para solucionar questões prioritárias de maneira coordenada, trabalhando em conjunto com parceiros para atingir objetivos de negócios compartilhados que causem impacto na cadeia de produção.

Como criar um ecossistema apoiado em operações inteligentes

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