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Turning point

Um novo clima econômico na América do Sul

É hora de os países da América do Sul mudarem a forma como planejam seu futuro econômico. Se as emissões de carbono e as temperaturas continuarem aumentando, o nosso “novo normal” será uma economia cada vez mais afetada pelo clima – e a América do Sul será uma das regiões mais prejudicadas do planeta.

 

Porém, há um caminho alternativo. Se nos comprometermos com um futuro livre de carbono, teremos um ponto de virada climático e econômico para o Brasil e toda a região nas próximas décadas. O benefício líquido da transição da América do Sul poderá vir na forma de crescimento de 1% do PIB em 2070 – ou o equivalente a US$ 150 bilhões –, um benefício passível de aumento a cada ano subsequente, com geração de milhões de empregos.

 

A transformação das economias sul-americanas para criar um futuro ‘net zero’ exigirá um compromisso significativo de liderança, coordenação e dedicação de tempo e recursos. Ela oferece um futuro mais próspero, que evitará os impactos dramáticos das mudanças climáticas e criará a base para um crescimento econômico sustentável, a longo prazo, para a América do Sul e para o mundo.

Turning point – um novo clima econômico na América do Sul

Faça o download dos arquivos que apresentam conclusões do estudo:

Destaques do relatório

O custo de não fazer nada sobre as mudanças climáticas é economicamente devastador

 

A menos que o mundo se una para a descarbonização, as emissões de carbono e temperaturas continuarão aumentando e uma economia cada vez mais afetada pelo clima será o novo normal para a América do Sul. Em um mundo a 3°C, um clima em mudança trará custos exorbitantes às empresas, às indústrias, à saúde humana e à qualidade de vida na América do Sul.

 

Se as mudanças climáticas não forem controladas, a América do Sul será uma das regiões mais afetadas da Terra.

 

Sem uma ação global significativa para combater as mudanças climáticas, a América do Sul pode ter uma perda econômica de aproximadamente US $17 trilhões (em termos de valor presente) até 2070. Os setores mais impactados incluem serviços, manufatura e varejo e turismo. 

 

Fonte: Deloitte Economics Institute.

US$ 150 bilhões adicionados às economias sul-americanas em 2070.

Até 2070, a região poderia ter 2 milhões de empregos a mais do que teria em um mundo afetado pelo clima e com emissões intensas. O benefício líquido da transição poderia crescer para 1% do PIB em 2070 — US$150 bilhões — um benefício que poderia aumentar a cada ano subsequente.

 

A transformação das economias da América do Sul para criar um futuro ‘net-zero’ exigirá um compromisso significativo de liderança, tempo, recursos e coordenação.

A transição para um mundo ‘net zero’ e a limitação do aquecimento em cerca de 1,5°C demandam uma transformação industrial e econômica. Há muito tempo as economias da América do Sul estão ligadas à agricultura intensiva em carbono, ao uso da terra e de combustíveis fósseis, portanto, reduzir seu perfil de emissões incorrerá em custos de transformação significativos, mas o custo da inação será muito maior. A análise da Deloitte identifica o ponto de virada, ou o momento crucial, em que os benefícios acumulados da descarbonização da América do Sul poderiam começar a superar os custos. O conceito de ponto de virada destaca que a escolha pela transição significará que, apesar dos custos iniciais, países e setores podem ver dividendos tanto em termos de custos evitados das mudanças climáticas quanto na forma de novas indústrias e tecnologias.

 

Source: Deloitte Economics Institute.

  1. Ações climáticas ousadas  – 2021 – 2030: As decisões começam a acelerar a descarbonização em escala  
  2. Aceleração até o zero – 2031–2045: Grandes mudanças econômicas ocorrem na política, nos sistemas de energia e no comportamento do consumidor 
  3. Rumo ao ponto de virada – 2046-2065: Descarbonização dos setores de altas emissões quase completa. Ganhos econômicos mais amplos começam a compensar os custos da transição 
  4. Futuro de baixas emissões – a partir de 2065: Transformação radical da estrutura econômica que oferece novas fontes de crescimento. Economias sul-americanas perto de emissões líquidas zero e operando em um mundo que mantém o aquecimento global em cerca de 1,5°C 

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Mitigar os impactos da crise climática é uma tarefa monumental. Mas, juntos, podemos promover mudanças positivas. O progresso é possível se agirmos coletivamente e é vital que todos tomemos medidas urgentes e imediatas.

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