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Computação espacial, metaverso e IA generativa são tendências para tornar as operações das empresas mais ágeis nos próximos anos, aponta pesquisa da Deloitte

Estudo ‘Tech Trends 2024’ oferece percepções e insights cruciais para líderes na tomada de decisões estratégicas e priorização de investimentos em tecnologia

Conheça a Aliança Deloitte e IBM

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Líderes empresariais estão cada vez mais conscientes sobre a importância de equilibrar a busca por inovação com a necessidade de alcançar resultados tangíveis. Para tornar suas operações mais ágeis nos próximos dois anos, as organizações brasileiras devem acompanhar algumas tendências, como investimentos em tecnologias emergentes que impulsionam o crescimento, abordagem centrada na experiência do desenvolvedor e sustentabilidade e inovação – computação espacial, metaverso industrial, IA generativa (IA gen) para acelerar o crescimento. Ao mesmo tempo que precisam preocupar-se com o mau uso da tecnologia e mitigar casos como deepfake - técnica que permite usar o rosto de uma pessoa em fotos ou vídeos alterados com ajuda de aplicativos com inteligência artificial (IA). É o que mostra o "Tech Trends 2024", estudo anual da Deloitte - organização com o portfólio de serviços profissionais mais diversificado do mundo – que oferece percepções, insights e inspirações para a jornada digital, servindo como apoio às lideranças na tomada de decisões estratégicas e na priorização dos investimentos em tecnologia. 

“O estudo destaca que, em uma era de máquinas criativas, os humanos criativos importam mais do que nunca. Para atingir esse patamar, é preciso que as empresas acelerem seus esforços de transformação digital para tornar suas operações mais ágeis e eficientes, além de responder a flutuações de grande impacto na rotina e nas expectativas dos clientes. Embora seja relativamente fácil obter ganhos imediatos de eficiência ao reduzir custos ou operações, essa abordagem não é suficiente para garantir o sucesso a longo prazo. É necessário um equilíbrio entre eficiência operacional e investimento estratégico em áreas como crescimento, inovação e sustentabilidade.”, disse Ronaldo Fragoso, líder de Ecossistemas e Alianças da Deloitte.

A 15ª edição do relatório identifica as seis macro-forças tecnológicas e explora a importância de equilibrar o desenvolvimento tecnológico com uma abordagem abrangente e estratégica para impulsionar o sucesso empresarial no futuro. Apresentando tendências que revelam novas tecnologias e abordagens para oportunidades em áreas que valorizam a interação, informação, computação, negócios, cibersegurança, confiança e modernização do núcleo.

“A tecnologia emergente está vivendo um momento importante, mas para aproveitar os benefícios dessa revolução, as organizações precisam ir além de considerar qualquer domínio tecnológico isolado como o único protagonista de seu futuro. As tendências apresentadas pelo estudo não são ilhas isoladas; são uma força unificada nos impulsionando para uma nova era de crescimento pela tecnologia. E líderes inovadores usarão este momento para estabelecer raízes profundas em tecnologias que permanecerão firmes mesmo à medida que os cenários continuarem a se transformar.” acrescenta Rodrigo Moreira de Oliveira, sócio de Technology Strategy & Transformation da Deloitte e líder do CIO Program. 

Conheça as seis tendências e o impacto delas para as empresas brasileiras
Computação espacial e o metaverso industrial – A realidade aumentada e virtual destinada a aplicações de consumo tem sido amplamente destacada, no entanto, é nos ambientes industriais que essas tecnologias estão exercendo seu impacto mais significativo. Empresas estão aproveitando o metaverso industrial para impulsionar gêmeos digitais, simulações espaciais, instruções de trabalho e espaços digitais colaborativos, resultando em ambientes de produção e negócios mais seguros e eficientes.

Uma pesquisa conduzida pela Nokia revela que o Brasil se destaca nos planos de implementação ou uso de pelo menos um caso com metaverso. Enquanto globalmente 58% dos entrevistados afirmam estar em fase de implementação ou possuir pelo menos um piloto em teste, no Brasil esse número atinge 63%. A Metaindústria é um excelente exemplo dessa iniciativa e esforço para trazer essa tecnologia para a prática. Formado por 30 empresas, fruto da parceria entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a SPI Integração de Sistemas, o grupo se reuniu para orientar outras 100 organizações interessadas em se inscrever no projeto. Dentre os objetivos, destaca-se o desenvolvimento da Fábrica 5.0, com plantas e escritórios recriados no mundo virtual para que as organizações possam testar produtos e processos antes de lançá-los no mundo real, criando uma significativa economia de recursos. Outro setor pioneiro no uso da computação espacial no Brasil é o agronegócio, que emprega essa tecnologia em diversas aplicações, incluindo treinamento de colaboradores, simulações de colheitas e plantações, análise de dados, comércio e a capacidade de oferecer uma experiência imersiva a consumidores em feiras e eventos.

IA generativa como catalisador de crescimento – Os executivos estão comprovando que a IA generativa, em sua forma mais estratégica, tem menos a ver com a redução de custos e mais com a elevação de ambições. Eles estão estabelecendo uma base sólida ao priorizar a modernização de dados, o gerenciamento de identidade e acesso, a governança de gastos, arquiteturas híbridas e o monitoramento.

A pesquisa CEO Survey 2023 da Deloitte, apontou que 55% dos negócios estavam avaliando ou experimentando o uso de IA gen. Em uma outra pesquisa na qual consultamos 500 empresas no Brasil, totalizando mais de R$ 2,0 trilhões de reais em PIB, 90% dos executivos consultados responderam que sete em cada dez empresas investirão em IA no próximo ano, principalmente para apoiar o suporte e atendimento aos clientes. As empresas de TI, Telecom e Finanças lideram, seguidas por varejo, farmacêuticas, máquinas e equipamentos e incorporação. Estudos também indicam que as organizações que investem em IA superam as demais em valor de mercado em torno de 12%. Contudo, é fundamental que as iniciativas de IA estejam alinhadas diretamente com a estratégia de negócio das organizações.

Além da computação bruta – Mesmo que os serviços em nuvem ainda ofereçam funcionalidades suficientes para a maioria das operações comerciais usuais, casos de uso avançados - como aprendizado profundo, simulações complexas e gêmeos digitais - demandam códigos e poder computacional cada vez mais sofisticados. Empresas inovadoras estão explorando uma combinação diversificada de arquiteturas híbridas, nuvens privadas e públicas, escalabilidade hiper sustentável, plataformas especializadas e de borda para otimizar seus investimentos existentes.

Com a tecnologia desempenhando um papel central nas organizações, a demanda por capacidade computacional cresceu significativamente. Tradicionalmente apoiada pela Lei de Moore, que previa que a quantidade de transistores em um chip, e consequentemente a capacidade computacional, dobraria a cada dois anos, a indústria busca alternativas, especialmente com o advento da Inteligência Artificial. O uso de GPU (Unidade Gráfica de Processamento), originalmente projetada para processar gráficos, tem sido uma solução eficaz para lidar com a crescente demanda, especialmente na aceleração de processos relacionados à IA. A NVIDIA, principal produtora de chips de GPU, tornou-se uma das empresas mais valiosas do mundo, refletindo a dependência crescente de diversas indústrias e organizações em sua inovação. No Brasil, espera-se um crescimento de 40 a 50% neste ano, impulsionado por setores como energia, óleo e gás, educação e pesquisa, e telecomunicações. Exemplificando essa dependência, a Microsoft utiliza 100% do processamento do Copilot em GPU's NVIDIA. Isso destaca a amplitude de setores cada vez mais dependentes da inovação proporcionada pela NVIDIA.

Capacitando a experiência de engenharia – Para empresas empenhadas em atrair, reter e envolver os melhores talentos tecnológicos, uma nova ênfase surge: a experiência do desenvolvedor, ou DevEx. Essa abordagem coloca o desenvolvedor no centro, visando aprimorar a produtividade diária e a satisfação dos engenheiros de software, considerando cada interação deles com a organização.

A implementação de práticas de DevOps e um foco especial em ferramentas de produtividade e frameworks, trouxe uma notável melhoria na satisfação e produtividade dos desenvolvedores. Uma pesquisa da Harvard Business Review revela que, com os processos, ferramentas e cultura adequados, os profissionais tornam-se 230% mais engajados e têm 85% mais chances de permanecerem na organização por três anos ou mais. Para manter esse ciclo positivo, as organizações reconhecem a necessidade não apenas de processos e talentos, mas também de uma abordagem abrangente que inclui modularidade na arquitetura, ferramentas de medição, colaboração eficaz, aceleradores de desenvolvimento, clareza nas responsabilidades, gestão de processos e DevSecOps, cultura, aprendizado contínuo e progressão de carreira. Esses elementos, quando combinados, têm proporcionado benefícios moderados ou significativos para 81% das empresas que os adotaram. Apesar de o termo DevEx ainda não ser amplamente difundido e adotado no Brasil, estudos de produtividade e a adoção por empresas importantes, como a GitHub, estão contribuindo para uma disseminação mais intensa desses conceitos, indicando sua futura presença frequente no mercado e nas organizações.

Verdade em uma era de mídia sintética – A disseminação de ferramentas de IA facilitou para agentes mal-intencionados enganarem suas vítimas. Deepfakes estão sendo empregados para contornar controles de acesso por reconhecimento de voz e facial, sendo utilizados também em tentativas de phishing de próxima geração. A boa notícia é que uma gama de ferramentas emergentes também impulsionadas por IA, machine learning (aprendizado de máquina, em português) e até mesmo computação quântica estão prontas para contribuir para a defesa.

Um levantamento da Forbes revela que 20% das pessoas não conseguem distinguir entre estes mecanismos e conteúdo autêntico. Como resultado, a IA está sendo empregada não apenas por meio dessa técnica para atacar organizações e obter informações, mas também na geração de conteúdo para phishing, inserção de informações falsas em outros algoritmos e criação de desinformação para prejudicar a reputação das empresas. Um relatório de 2023 da Sumsub, uma plataforma internacional de verificação, analisou 224 países e territórios, identificando um aumento de 830% no uso de deepfakes no Brasil de 2022 para 2023. Mesmo com esse crescimento expressivo, a taxa de fraudes de identidade ainda é relativamente baixa no país, ocupando a 20ª e última posição na América Latina.

Treino essencial: De dívida técnica a bem-estar técnico – Tecnologias recentemente inovadoras estão se tornando obsoletas rapidamente. Por isso, avaliações preventivas de saúde técnica ajudam as equipes a identificar as áreas de seu stack tecnológico – conjunto de tecnologias utilizadas em um determinado contexto, projeto ou empresa - que podem continuar atendendo às necessidades empresariais e priorizar aquelas que necessitam de tratamento.

Tecnologias recentemente inovadoras estão se tornando obsoletas rapidamente, sendo 70% dos líderes de tecnologia afetados pelo débito técnico, que é apontado como principal obstáculo para o desenvolvimento organizacional e a principal causa de perda de produtividade. Programas de transformação digital mal planejados contribuem para esse débito, mesmo que as equipes dediquem 33% de seu tempo para abordar essas questões. Uma pesquisa global de lideranças de tecnologia destacou a preocupação em abordar o débito técnico, com 76% das organizações brasileiras concentradas na modernização de sistemas, indicando uma priorização na construção de uma base tecnológica sólida para investimentos futuros em áreas estratégicas, como inteligência artificial e análise de dados.

Acesse a íntegra do relatório global aqui

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