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Entrevista

Hans Roem

Líder global para o atendimento às indústrias manufatureirasEntrevista Hans          

O Brasil não é mais considerado uma economia emergente. Esta é a visão do líder global para o atendimento às indústrias manufatureiras da Deloitte, Hans Roem, em recente visita a clientes que operam no País.

Na entrevista a seguir, o executivo, que acompanha o desenvolvimento da indústria em todo o planeta, aborda, além do momento próspero do Brasil, temas como a economia chinesa e a competitividade dentro do setor.

Quais são as perspectivas para a indústria manufatureira no Brasil?

A perspectiva é muito positiva, uma vez que a renda da população brasileira cresceu cerca de 6%, embora pareça muito mais. E parte disso é uma questão psicológica: quando você pergunta às pessoas como será a vida delas em cinco anos, a grande maioria acredita que estará melhor.

Essa seria a principal diferença do Brasil em relação aos seus vizinhos?

Há um sentimento bem disseminado aqui de que a vida será melhor. Eu duvido, realmente, que essa seja a realidade na Argentina, por exemplo. Talvez exista muito potencial também nos outros países da América do Sul, mas eles precisam realizar algumas tarefas e isso não é fácil. Já o Brasil está fazendo as coisas funcionarem.


Este cenário se manterá mesmo em um momento de retomada do fôlego das principais economias?

Se olharmos somente para os últimos cinco anos, claramente registrarmos crescimento em todos os mercados globais e o que vemos agora, nos últimos dois anos, é que este crescimento recuou e as demandas mudaram. O futuro dos mercados, inclusive os regionais, será bem diferente dos últimos cinco anos.

Eu acredito que precisamos esperar que o crescimento daqui para frente será menor e mais lento do que aquele que conhecemos nos últimos cinco anos. Para isso, podemos apontar a indisponibilidade e o alto custo do crédito como principais fatores.

A China se encaixa neste raciocínio?

De forma geral, eu poderia prever que nos próximos dois a três anos haverá uma consolidação na maioria dos mercados , assim como prosseguirá a consolidação interna dos principais setores de manufatura na China, mas, ao mesmo tempo, o país asiático também se tornará mais global. Então, não será somente uma consolidação regional, mas globalizada.

Então, mesmo com um crescimento mais lento nos próximos anos, haverá expansão. Neste sentido, como as economias devem encarar a competitividade?

Quando tudo está crescendo, é fácil sobreviver, pois mesmo que você seja um pequeno competidor, as demandas do mercado são grandes e você pode ter uma boa participação.

As perguntas que as empresas devem fazer a si mesmas são: onde está o meu cliente? Qual é o meu modelo de negócio? Onde, estrategicamente, eu quero estar? Pode ser servindo todos os clientes, em um nível global e oferecendo o mesmo produto, pode ser servindo diferentes clientes com diferentes produtos em mercados regionais distintos, ou pode ser servindo um cliente em um mercado regional com diversos produtos ou somente um. O que se precisa, de fato, é definir com extrema precisão o que você faz em um ambiente de alta competitividade e focar nisso.

Confira também a entrevista (em inglês) de Hans Roem sobre as estratégias de consolidação e localização para as indústrias manufatureiras.

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