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Banca em Análise Angola 2006

Estudo da Deloitte caracteriza o sector


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Foi lançada no dia 12 a primeira edição da publicação anual Banca em Análise – Angola 2006, resultado de uma parceria entre a Deloitte Angola e a ABANC – Associação Angolana de Bancos, que apresenta um estudo profundo, inserido no contexto internacional, sobre o sector bancário Angolano.

Em 2005 Angola passou à posição de 3ª maior economia Subsahariana e de 2º maior produtor de petróleo em África sendo, entre este grupo de países, o que tem apresentado maior taxa de crescimento médio anual nos últimos anos: 8,8% anuais desde 1994. Projecções recentes indicam que a produção vai exceder 2 milhões de barris por dia em 2007.

De acordo com Pedro Barreto, Managing Partner da Deloitte em Angola, «nesta edição fazemos uma caracterização do sistema financeiro angolano, apresentamos a Lei das Instituições Financeiras e o seu impacto na modernização do sistema e das próprias entidades, apontamos os desafios e as oportunidades que a criação da Bolsa de Valores traz consigo. Sistematizamos a política monetária angolana e as suas consequências para o Kwanza e para a economia».

No final de 2005, o sector bancário Angolano era composto por doze bancos, quatro dos quais eram controlados por capitais Angolanos e cinco por capitais Portugueses. Apesar da forte presença Portuguesa no sector, tem-se assistido a um gradual crescimento dos capitais Angolanos que, em 2005, já detinham 56% da base de depósitos (bancos Portugueses com 38,5%), contra 53% no ano anterior.

Nesta fase é possível observar fragilidades típicas de um sistema financeiro em gestação e de uma economia pouco “bancarizada”, incluindo:

  • Baixo nível de sofisticação tecnológica;
  • Escassez de recursos humanos qualificados num contexto de forte crescimento (só em 2005 o sector contratou cerca de 900 pessoas passando a 4300 funcionários);
  • Preferência cultural pelas transacções em moeda física, que atraem um número significativo de clientes para a boca do caixa impondo um peso administrativo significativo sobre as operações de front-office;
  • Inexistência de mercados monetários e de capitais, limitando as alternativas para a remuneração dos activos;
  • Reduzida qualidade de serviços e de sofisticação de produtos, sendo que as estratégias de segmentação de clientes são ainda um conceito recente.

O aumento do ambiente competitivo, sobretudo a partir de 2005, tem vindo a estimular os operadores do sector a implementar as primeiras medidas para adaptar as suas ofertas aos requisitos específicos dos seus segmentos alvo. Várias estratégias têm surgido, incluindo conceitos de nicho, principalmente com focos em corporate e em high-network individuals.

Verifica-se uma crescente atenção, por parte dos grandes bancos, ao segmento de retalho, com melhorias graduais nos procedimentos de atendimento ao público (ainda ineficiente), expansão das redes de balcões com abertura de cerca de 70 novos balcões em todo o país, passando para 230 (36% de crescimento), o lançamento do primeiro cartão de crédito angolano e uma incipiente oferta de crédito a particulares, com um predomínio do crédito à habitação.

Relativamente aos cartões de débito, verifica-se também a expansão da rede do sistema de pagamentos Multicaixa criada em 2003 e operada pela Empresa Interbancária de Serviços (EMIS), que permite diversos tipos de operações bancárias processadas com a utilização de cartões electrónicos, incluindo levantamentos, pagamento de facturas e de cartões telefónicos de recarga, além da consulta de saldos. Em Agosto do ano corrente a EMIS já possuía 110 caixas automáticas e 230 terminais de pagamento (Multicaixas em estabelecimentos comerciais) com cerca de 180 mil aderentes distribuídos entre os vários bancos do sistema.

O Banco Nacional de Angola (BNA) lançou o Sistema de Pagamento Angolano em Tempo Real (SPTR), que efectuará o processamento automático, em tempo real, operação por operação, de transferências electrónicas de fundos interbancárias.