Autora: Sílvia Coelho, Associate Partner
Em processos de M&A, a velocidade e a capacidade de execução tornaram‑se fatores críticos. Num contexto altamente competitivo, as decisões têm de ser tomadas com agilidade — o que exige que todas as dimensões relevantes da transação estejam alinhadas desde o primeiro momento.
Neste cenário, a função fiscal assume um papel cada vez mais estratégico. Para além de garantir a conformidade com o normativo fiscal vigente, permite identificar oportunidades, antecipar impactos relevantes e mitigar riscos.
Quando envolvida numa fase inicial, a equipa fiscal identifica, desde logo, eventuais temas que, de outra forma, só surgiriam em momentos avançados do processo — frequentemente quando a margem para ajustamentos é menor e os custos de correção são superiores. Esta integração simplifica a execução e reduz a necessidade de ajustamentos.
Mais do que uma análise técnica, trata-se de coordenação e alinhamento entre equipas. Em M&A, o sucesso resulta da combinação das diversas competências, articuladas no momento certo, com informação completa e uma visão comum da transação.
Num ambiente de crescente exigência e complexidade regulatória, incorporar a perspetiva fiscal desde o início – ou até mesmo numa fase prévia à identificação da oportunidade de transação – não é apenas uma boa prática, é um acelerador de resultados e um diferencial competitivo para quem quer executar transações com confiança.
E nas vossas organizações? Como têm garantido esta articulação ao longo do processo de M&A?