Márcio Carreira Nobre, Sócio e Coordenador da área de Bancário, Financeiro e Mercado de Capitais da Deloitte Legal TELLES, assina artigo de opinião publicado no Jornal PT50 sobre os desafios da competitividade da banca europeia.
Num momento em que a União Europeia procura reforçar a sua competitividade económica e estratégica, a capacidade do setor bancário para financiar o crescimento, mobilizar poupança e apoiar o investimento assume uma relevância crescente para o futuro do mercado único.
No artigo de opinião publicado no Jornal PT50, Márcio Carreira Nobre analisa os desafios estruturais que continuam a limitar o desenvolvimento de um verdadeiro mercado bancário europeu, defendendo que o reforço da competitividade não deverá passar por uma redução dos padrões de regulação prudencial, mas por uma maior harmonização regulatória, pela eliminação de barreiras à atividade transfronteiriça e por uma simplificação dos processos que continuam a fragmentar o setor financeiro europeu.
A reflexão surge num contexto marcado pela consulta pública lançada pela Comissão Europeia no âmbito da Estratégia para a União da Poupança e dos Investimentos (SIU), uma iniciativa que pretende impulsionar a integração dos mercados financeiros europeus e potenciar uma utilização mais eficiente da poupança disponível na União.
O artigo aborda igualmente o impacto da transformação digital no setor bancário, num cenário em que a experiência do cliente, a inovação tecnológica e a capacidade de adaptação se afirmam como fatores determinantes para a competitividade das instituições financeiras. Analisa ainda as oportunidades que esta agenda poderá criar para Portugal, destacando o potencial do país para beneficiar de uma maior integração financeira europeia, assente na sua estabilidade económica, infraestruturas digitais e capacidade de atração de investimento e talento.
Assegurar a competitividade da banca europeia não passa por proteger bancos europeus da concorrência dentro da União Europeia. Passa por garantir que empresas e cidadãos têm acesso a um verdadeiro mercado único. Tal só será possível não através da redução dos padrões de regulação prudencial, mas por uma maior e mais eficiente harmonização da regulação bancária. Para Portugal, a agenda da Estratégia para a União da Poupança e dos Investimentos pode representar uma oportunidade para afirmar a banca portuguesa no contexto de uma Europa financeira verdadeiramente integrada.
— Márcio Nobre Carreira
Num ambiente cada vez mais marcado pela concorrência global, pela inovação tecnológica e pela necessidade de reforçar a autonomia económica europeia, a construção de um mercado financeiro mais integrado, eficiente e competitivo assume-se como um dos desafios estruturantes para o futuro da Europa.
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