O Governo português anunciou um conjunto alargado de medidas destinadas a acelerar a transição energética, reforçar a segurança de abastecimento e promover o investimento no setor elétrico.
As iniciativas divulgadas traduzem-se numa reconfiguração relevante do modelo de acesso à rede, dos instrumentos de mercado e do enquadramento regulatório aplicável aos projetos de energia, com impacto direto em promotores, investidores e consumidores.
Destaca-se a criação do Grupo de Trabalho para a Reforma do Modelo de Acesso à Rede Elétrica de Serviço Público (RESP), aqui.
Está prevista a apresentação de um relatório final até outubro de 2026, seguida de consulta pública, sinalizando uma futura transformação estrutural no acesso à rede.
As medidas anunciadas contemplam vários instrumentos destinados a dinamizar o investimento e aumentar a resiliência do sistema:
Armazenamento e flexibilidade do sistema
Reforço de tecnologias renováveis
Infraestruturas e procura
No plano legislativo, encontra-se em curso a transposição da Diretiva das Energias Renováveis (RED III), implicando alterações estruturais do quadro regulatório nacional.
Entre as principais novidades destacam-se:
Estas medidas visam acelerar a implementação de novos projetos e reduzir incertezas regulatórias, favorecendo um ambiente mais previsível para o investimento.
O pacote inclui ainda medidas dirigidas a novas fontes e soluções energéticas:
A DGEG colocou em consulta pública um projeto de despacho relativo ao licenciamento de instalações de armazenamento de energia elétrica, que visa:
Esta iniciativa pretende responder a constrangimentos práticos identificados e aumentar a previsibilidade dos processos.
Por último, foi aprovada a prorrogação do regime transitório da mobilidade elétrica até 31 de dezembro de 2027, permitindo:
A equipa de Ambiente, Energia & Infraestruturas continuará a acompanhar a evolução destas medidas e o seu impacto no mercado, apoiando os seus clientes na interpretação do novo enquadramento jurídico e na definição de estratégias para projetos de energia, infraestruturas e sustentabilidade.