O setor segurador está a entrar numa década de transformação acelerada. Nos próximos anos, irá enfrentar não apenas uma mudança significativa, mas também uma redefinição do seu propósito. Esta evolução será impulsionada pela convergência de vários fatores externos, incluindo alterações demográficas e sociais, os rápidos avanços da inteligência artificial (IA) aplicada aos seguros e a contínua transformação digital. A estes juntam-se o impacto de fenómenos meteorológicos extremos, a crescente volatilidade climática, bem como pressões macroeconómicas, regulatórias e geopolíticas cada vez mais intensas.
Até 2035, o valor deixará de se centrar exclusivamente na transferência de risco, passando a privilegiar a prevenção, a resiliência e a segurança financeira de longo prazo. Embora o setor tenha demonstrado resiliência nos últimos anos, perspetiva-se que os desafios se intensifiquem, à medida que as principais megatendências aceleram e ganham maior impacto.
A convergência destas megatendências faz com que o seu impacto deixe de poder ser analisado isoladamente, exigindo às organizações a capacidade de antecipar a disrupção, adaptar-se rapidamente e alinhar a sua oferta com as necessidades futuras de clientes, empresas e sociedades, num contexto de crescente incerteza.
Este relatório da Deloitte Global analisa de que forma as seguradoras podem responder à convergência de megatendências nos segmentos de Vida & Saúde e Não Vida, com base em cinco mudanças-chave que irão redefinir os modelos de negócio do setor segurador na próxima década:
O relatório analisa de que forma as seguradoras podem definir onde liderar, onde colaborar e como reforçar a confiança e a resiliência num contexto de risco cada vez mais volátil, incluindo o papel crescente do seguro de riscos climáticos. Em vez de prever um único cenário futuro, centra-se nas decisões práticas que as seguradoras podem tomar desde já para manterem a sua competitividade e relevância até 2035.