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Número de mulheres nos conselhos das empresas tem aumentado gradualmente nos últimos anos, mas ainda faltam avanços, aponta pesquisa da Deloitte; prazo médio na função é menor que o de homens

  •  “Women in the boardroom” mostra que o Brasil registrou um aumento de 1,8% nas posições de liderança ocupadas por mulheres;
  •  A pesquisa revela que 1,2% das mulheres têm cargos de CEO no País – crescimento de 0,4% em relação à edição anterior;
  • O prazo médio que as mulheres ficam como membros de conselho é de é 4,4 anos, enquanto os homens ficam, em média, 5,8 anos;
  • Os cinco setores da economia que contam, no País, com mais mulheres nos conselhos são Tecnologia, mídia e telecomunicações, Bens de consumo, Energia, Manufatura e Serviços financeiros. 

Apesar de os temas ligados à diversidade e inclusão estarem cada vez mais presentes na agenda da sociedade e das empresas do mundo todo, ainda há longo um caminho a ser percorrido para que a equidade de gênero atinja os patamares ideias. Atualmente, 19,7% dos cargos em conselhos de administração do mundo são ocupados por mulheres, enquanto no Brasil esse índice é de 10,4%, de acordo com a nova edição da pesquisa “Women in the boardroom”, realizada pela Deloitte, maior organização de serviços profissionais do mundo, em 51 países – incluindo o Brasil – com a participação de 10.493 empresas. Em relação à edição anterior da pesquisa, feita em 2018, o Brasil registrou um aumento de 1,8% no número de cadeiras ocupadas por mulheres nos conselhos corporativos. 

“A conscientização que vem acontecendo nos últimos anos em relação à equidade de gênero levou a ações mais concretas dos governos e da iniciativa privada para vermos a participação feminina aumentar nos cargos de liderança.

O aumento de 8,6% para 10,4% de mulheres ocupando posições em conselhos no Brasil é encorajador e um lembrete de que esse foco e esforço podem ter resultados tangíveis. Claro que ainda há um longo caminho a percorrer, por isso precisamos continuar a nos concentrar não apenas no resultado de uma maior diversidade de gênero nos conselhos, mas na variedade de fatores que afetam esse resultado, como os aspectos estruturais e culturais das organizações e sociedades. As empresas precisam abordar este importante tema com uma lente mais ampla para que possamos ter o impacto que desejamos a curto e longo prazos”, destaca Venus Kennedy, sócia e líder do Delas, programa de diversidade de gênero da Deloitte no Brasil

Do total de 165 empresas pesquisadas no Brasil, há 115 mulheres nos conselhos. Apenas 4,4% delas ocupam a cadeira da presidência do conselho. Houve queda nesse índice, que era de 6,5% na edição anterior. Em 2016, no entanto, esse número era muito menor (1,5%). A pesquisa revela, ainda, que 1,2% das mulheres ocupam cargos de CEO no País. Esse indicador cresceu em relação à edição anterior (0,8%). Entre os executivos financeiros (CFO’s) no Brasil, 7,3% são mulheres (ante 4% da edição anterior do levantamento). Os cinco setores da economia que têm, no Brasil, mais mulheres nos conselhos são: Tecnologia, mídia e telecomunicações (14,7%); Bens de consumo (11,5%); Energia (11%); Manufatura (10,1%) e Serviços financeiros (9,8%). 

Os países com mais mulheres em cargos nos conselhos de administração, de acordo com a pesquisa, são: França (43,2%), Noruega (42,4%), Itália (36,6%), Bélgica (34,9%) e Suécia (34,7%). Por outro lado, os países com menos mulheres ocupando tais cargos são: Qatar (1,2%), Arábia Saudita (1,7%), Kuwait (4%), Coréia do Sul (4,3%) e Emirados Árabes Unidos (5,3%). A Argentina, país vizinho ao Brasil, vem na sequência com 7,5% de mulheres em posições nos conselhos. 

Mulheres permanecem menos tempo nos cargos do que homens 

O prazo médio que as mulheres ficam como membros de conselho é de é 4,4 anos; já os homens ficam, em média, 5,8 anos. Na presidência do conselho, o tempo médio para mulheres também é de 4,4 anos - ante 5,7 anos para homens.

A média de idade das mulheres membros dos conselhos é de 52,6 anos; enquanto dos homens é de 58,6. Quando se trata da presidência dos conselhos, a idade média das mulheres sobe para 62 anos (ante 61,1 dos homens). No Brasil, os comitês com maior presença feminina são os de Auditoria (com 11,5% de mulheres como membros e 8,6% como presidentes, respectivamente), Governança (15,7% e 12,5%), Nomeações (12,7% e 14,6%), Compensação (14,6% e 14,1%) e Riscos (12,7% e 7,0%). 

“É evidente que as mulheres ainda enfrentam barreiras para alcançar posições de liderança. Mas, se combinarmos esforços das empresas, o apoio de Organizações não Governamentais (ONGs) e o interesse dos governos, podemos imaginar uma melhora no futuro. No Brasil, as organizações devem olhar com muita cautela para a equidade de gênero bem como para todos os demais pilares de diversidade e inclusão. Na Deloitte, fazemos isso por meio da estratégia ALL IN, com ações desenvolvidas a sete pilares, que se voltam a pessoas com deficiências; jovens aprendizes; mulheres; pessoas LGBTQIA+; pessoas negras; profissionais acima de 50 anos; e profissionais das áreas STEMs, entre outros grupos identitários”, afirma Ângela Castro, sócia e líder da estratégia de diversidade ALL IN da Deloitte

Metodologia da pesquisa 

A pesquisa “Women in the boardroom: a global perspective” foi realizada pela Deloitte, maior organização de serviços profissionais do mundo. As análises globais, regionais e de país são baseadas em um conjunto de dados que abrange 10.493 empresas em 51 países – mais de 176.340 diretorias – abrangendo Ásia-Pacífico, Américas e EMEA (Europa, Oriente Médio e África). Apenas diretorias ativas e membros de comitês foram considerados na análise. Para complementar esses dados, a Deloitte compilou informações sobre cotas de diversidade e outras iniciativas de diversidade. No total, a publicação explora os esforços em 72 países para promover a diversidade de gênero nos conselhos. A variação percentual observada ao longo do relatório é em comparação com a análise realizada em edições anteriores deste relatório, publicadas em 2015, 2017 e 2019. 

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