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Mercado imobiliário segue com forte expectativa de lançamentos no setor para os próximos 12 meses, aponta pesquisa ABRAINC-Deloitte

Também se mantém aquecida a perspectiva de aquisição de terremos para a construção de novos empreendimentos imobiliários

  • Para imóveis de Médio e Alto Padrão (MAP) a demanda se manteve com as condições atrativas de financiamento; 
  •  As expectativas para os preços dos imóveis residenciais seguem com forte aumento para médio e longo prazos - 100% dos entrevistados declararam expectativa de alta no longo prazo, sendo a primeira vez que o índice atingiu nota máxima.

O mercado imobiliário mantém em alta a expectativa de novos lançamentos no setor ao longo dos próximos 12 meses e também em relação à aquisição de terrenos para futuros empreendimentos. É o que aponta o resultado da 3ª edição do Indicador de Confiança do setor imobiliário residencial, realizado pela ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) em parceria com a Deloitte. 

Os dados apurados, de 1º a 21 de outubro, junto a 51 empresas construtoras e incorporadoras, revelam também que no 3º trimestre do ano houve redução na demanda e, consequentemente, nas vendas de imóveis residenciais. Uma das razões, de acordo com o relatório, pode ser atribuída à alta nos preços, que seguiram com forte aumento no período analisado para os segmentos Casa Verde e Amarela e Médio e Alto Padrão (MAP). 

Para o MAP, a demanda se manteve com as condições atrativas de financiamento, mesmo com a piora dos indicadores econômicos e com a maior cautela da população em relação ao atual momento da economia. O estudo revela, no entanto, que a expectativa dos entrevistados até o final do ano é de melhora. 

Para o presidente da ABRAINC, Luiz França, a expectativa positiva para lançamentos de novos empreendimentos entre os próximos 3 a 12 meses é um bom sinalizador e indica que o empreendedor se mantém confiante no mercado e na melhoria das condições de compra por parte do consumidor. “São perspectivas que abrem uma boa oportunidade para o crescimento do setor em 2022”, afirma o dirigente. 

O levantamento usa uma metodologia diferenciada para interpretar os resultados e facilitar a leitura entre os trimestres. Desse modo, os percentuais de respostas foram transformados em notas variando de 1 (para forte redução) a 3 (para forte aumento) e cada segmento foi classificado dentro desse padrão. As respostas dos participantes da pesquisa indicaram se houve redução, manutenção ou aumento em relação ao trimestre anterior para os itens procura, vendas, e preços dos imóveis. Além da variação do trimestre apurado, os respondentes indicam as expectativas.  

Indicador de confiança do setor imobiliário residencial

 “Nesta edição do indicador nos deparamos com um cenário geral de retração e com expectativas de médio e longo prazo menos otimistas no que diz respeito à alta dos preços. No entanto, há índices positivos, como lançamentos e aquisições de terrenos, que seguem aquecidos. O trimestre anterior tinha sido muito positivo para o segmento imobiliário residencial, mas, para que as expectativas se concretizem é necessário que haja a manutenção de condições econômicas favoráveis para o Brasil”, destaca Claudia Baggio, sócia de Financial Advisory e líder da prática de Real Estate da Deloitte. 

Resultados do 3º trimestre e expectativas:

Procura de imóveis (Nota 1,80 = Redução). A demanda geral (CVA + MAP) reduziu no período, após ter registrado crescimento no trimestre anterior. A procura no 3º tri foi mais fraca, principalmente para imóveis CVA, que teve aumento de custos e de preços. A demanda por imóveis MAP se manteve por conta das condições atrativas de financiamento no período.  

Vendas (Nota 1,69 = Redução). Por conta da situação econômica do País e do aumento nos preços de imóveis no período, as vendas tiveram desempenho mais fraco no 3º trimestre, em relação ao 2º tri.  

Expectativas para vendas (Nota 1,98 = Manutenção). Para o 4º trimestre de 2021, o empresariado do setor imobiliário residencial espera manutenção nas vendas. Para os próximos 12 meses, a expectativa de recuperação é apenas para o segmento CVA.    

Preço de imóveis (Nota 2,83= Forte Aumento). Os preços dos imóveis seguem com a tendência de alta, apontando forte aumento até o final do ano – a expectativa geral (CVA+MAP) para o 4º trimestre é de 2,68. Isso ocorre porque há a pressão dos custos impactando nos preços; por outro lado, o consumidor está mais cauteloso na compra. 

Expectativa para os preços dos imóveis (Nota 2,68 = Forte Aumento). As expectativas para os preços dos imóveis residenciais seguem com forte aumento para o 4º trimestre, para os próximos 12 meses e para os próximos cinco anos; 100% dos entrevistados declararam expectativa de alta no longo prazo (nota 3,00 para o período de cinco anos). Foi a primeira vez que o índice atingiu nota máxima. 
Expectativa para lançamento de novos empreendimentos. A expectativa de lançamento de empreendimentos para os próximos três a 12 meses é positiva: 90% no geral (CVA+MAP); no entanto, a expectativa é menor do que a declarada no trimestre anterior. A boa expectativa para CVA (91%) pode ser reflexo do aumento do limite do enquadramento dos preços aprovados pelo governo em setembro e que devem entrar em vigor no próximo ano.

Expectativa de aquisição de terrenos para empreendimentos residenciais. Mesmo com percentuais mais baixos do que nos trimestres anteriores, a expectativa de aquisição de terrenos segue aquecida: 81% no geral, 82% no CVA e 80% no MAP. Esse cenário indica boa confiança do empresariado no segmento. 

Metodologia da pesquisa 
O indicador de confiança do setor imobiliário residencial do 3º trimestre de 2021, realizado pela Deloitte em parceria com a ABRAINC, contou com a participação de 51 empresas construtoras e incorporadoras do setor imobiliário residencial, divididas nos seguintes segmentos: 32% Casa Verde amarela (CVA), 33% Médio e Alto Padrão (MAP) e 35% atuantes em ambos os segmentos. O levantamento, realizado entre 1º e 20 de outubro de 2021 ouviu executivos de alto escalão (C-Level) das empresas participantes.