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Organizações enxergam inclusão LGBTQIAP+ como prioridade, mas avanços ainda são necessários, aponta pesquisa da Deloitte

  • Apesar das medidas tomadas pelos empregadores para promover a inclusão LGBTQIAP+ no trabalho, muitos ainda optam por não compartilhar sua orientação sexual e/ou identidade de gênero no ambiente corporativo; 
  • Mais de 70% dos funcionários LGBTQIAP+ estão mais inclinados a permanecer em seus empregos atuais por causa de sua abordagem à inclusão;
  • Apesar disso, 42% de todos os entrevistados relataram ter vivenciado comportamentos não inclusivos no trabalho.

Muitas organizações estão priorizando a inclusão LGBTQIAP+ (sigla que abrange pessoas Lésbias, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Travestis, Queer, Intersexual, Assexual, Pansexual e outras identidades de gênero e orientações sexuais que não se encaixam no padrão cis-heteronormativo), criando um impacto geral positivo no local de trabalho, de acordo com a maioria (cerca de 80%) dos entrevistados da pesquisa “LGBT+ Inclusion @ Work: A Global Outlook” da Deloitte, maior organização de serviços profissionais do mundo.

A pesquisa revela que mais de 70% dos funcionários LGBTQIAP+ estão mais inclinados a permanecer com seu empregador atual por causa de sua abordagem de inclusão LGBTQIAP+ e muitos citaram uma aliança visível e a disponibilidade de Grupos de Afinidade (grupos de apoio das empresas que oferecem suporte para funcionários LGBTQIAP+) considerados como principais facilitadores de uma cultura inclusiva. No entanto, apesar desses esforços, 42% de todos os entrevistados relataram ter vivenciado comportamentos não inclusivos no trabalho.

A pesquisa, que contou com a participação de 600 entrevistados de organizações em 12 Países e diversos setores, traz um retrato das experiências vividas por funcionários LGBTQIAP+ para entender suas realidades diárias, em que pontos as organizações estão acertando e o que pode ser melhorado. 
“Mesmo com as medidas de inclusão tomadas pelos empregadores, ainda há muito a melhorar, é preciso criar ambientes não só inclusivos, mas também um local em que os funcionários se sintam confortáveis para serem quem são, sem se preocupar com preconceito, exclusão e até mesmo com tratamentos diferenciados por parte dos colegas. Um ambiente que valorize a diversidade de forma natural, sem forçar ou comprometer o direito de privacidade do outro, é essencial para promover mais igualdade, confiança, criatividade e inovação nas empresas”, afirma Elias de Souza, sponsor do Pilar LGBTQIAP+.

Organizações adotaram ações significativas de apoio

Muitas organizações estão se concentrando na inclusão LGBTQIAP+ em suas estratégias de Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&I), com cerca de 80% dos entrevistados relatando que seus empregadores introduziram ações e iniciativas de inclusão LGBTQIAP+ e 95% que acreditam que isso levou a um apoio significativo para estes funcionários em suas respectivas organizações.

De acordo com os entrevistados, as ações realizadas pelas organizações variam – quase 40% dizem que os líderes de suas empresas falam abertamente sobre a inclusão LGBTQIAP+ dentro da organização, um terço diz que suas organizações têm programas de aliança LGBTQIAP+ e quase um terço (31%) diz que seus empregadores discutem a inclusão LGBTQIAP+ em fóruns externos, como eventos de negócios. Quase todos (93%) os entrevistados que trabalham para organizações globais também acreditam que as comunicações e ações em torno da inclusão LGBTQIAP+ estão se traduzindo em apoio significativo em seus países de origem.

Apesar dos avanços, comportamentos não inclusivos persistem

Apesar das medidas positivas que as organizações estão tomando para apoiar seus funcionários LGBTQIAP+, quase metade (42%) dos entrevistados relataram experimentar comportamentos não inclusivos no trabalho. Essas atitudes incluíam comentários indesejados de natureza sexual (33%), comentários indesejados sobre identidade de gênero (25%) e comportamento inaceitável mais amplo.

Além disso, esses comportamentos são experimentados tanto no escritório quanto no trabalho remoto. Quase metade (47%) dos que relataram ter vivenciado comportamentos não inclusivos disseram que os experimentaram em um ambiente físico, enquanto 20% os experimentaram em um ambiente virtual. Um terço (33%) passou por tais comportamentos em ambientes físicos e remotos. Daqueles que encontraram esses comportamentos, quase três quartos relataram sua experiência ao empregador, e seis em cada 10 ficaram satisfeitos com a resposta.

A razão pela qual os entrevistados não relataram comportamentos não inclusivos foi geralmente semelhante em todas as identidades de gênero (por exemplo, quando se tratava de preocupações com a percepção dos colegas). As mulheres, no entanto, estavam mais preocupadas do que os homens que suas queixas não seriam levadas a sério (40% vs. 22%) e que o comportamento não era grave o suficiente para denunciar (33% vs. 16%), enquanto os homens estavam mais preocupados do que as mulheres que o comportamento pioraria (38% vs. 17%) se fosse relatado.

Orientação sexual e/ou identidade de gênero ainda são escondidas 

Cerca de um em cada cinco entrevistados não fala com ninguém no trabalho sobre sua orientação sexual, enquanto 34% falam apenas com seus colegas mais próximos. Dos últimos entrevistados, 36% relataram que, embora sua equipe/colegas os deixassem à vontade para divulgar sua orientação sexual no trabalho, a organização em geral, não. Do ponto de vista da identidade de gênero, quase um quarto (23%) que se expõe a alguns de seus colegas está preocupado de que isso afetará negativamente sua carreira. Dos entrevistados que expõe sua orientação sexual para seus colegas, nove em cada 10 concordaram que isso ocorre porque a cultura do local de trabalho os ajuda a se sentirem confortáveis.

Para conhecer o programa desenvolvido pela Deloitte mundialmente e no Brasil para diversidade e inclusão, incluindo a abordagem LGBTQIAP+, acesse a página do ALL IN.

Metodologia 

Realizada em fevereiro de 2022, a Deloitte Global entrevistou 600 membros da comunidade LGBTQIAP+ atualmente empregados em 12 países (Austrália, Brasil, Canadá, França, Alemanha, Hong Kong, Japão, Países Baixos, México, África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos) e 10 principais setores da indústria. Os entrevistados da pesquisa incluíam funcionários permanentes em período integral (93%), funcionários permanentes em meio período (5%) e funcionários terceirizados (2%). Mais da metade dos entrevistados (55%) se identificaram como homens, 39% como mulheres, 3% como transgêneros e 2% como não-binários. 43% se identificaram como gays, 34% como bissexuais e 14% como lésbicas. Outras orientações e identidades sexuais representadas incluíam pansexual (3%), assexual (3%), queer (2%) e heterossexual (1%). Os entrevistados da pesquisa incluíam funcionários adultos LGBTQIAP+ em todos os níveis de idade e experiência; uma pequena maioria tinha menos de 39 anos. A maioria dos funcionários pesquisados tem pelo menos seis anos de experiência no local de trabalho. 

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