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Global Powers of the consumer products industry 2012


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As 250 maiores empresas de produtos de consumo cresceram 8,4%, um aumento de cerca de dez pontos percentuais face à quebra de 1,2% no ano anterior, destaca o relatório ‘Global Powers of the consumer products industry 2012’, divulgado pela Deloitte Touche Tohmatsu Limited.

De acordo com o relatório, o top das 250 empresas da indústria de bens de consumo geraram vendas conjuntas de mais de 2,82 mil biliões de dólares em 2010, aumento significativo face a 2009, ano em que as vendas totalizaram 2,57 mil biliões de dólares. A América Latina foi a região que liderou o crescimento do volume de vendas com 22,2%, seguida pela América do Norte, que registou uma recuperação nas vendas agregadas, crescendo cerca de 11% em 2010 face a 3,2% em 2009.

Ira Kalish, Director de Consumer Business da Deloitte Research nos Estados Unidos, destaca que “2010 foi um ano forte para as empresas de grande consumo apesar da volatilidade dos mercados devido à crise da dívida na Europa, dos problemas constantes no mercado imobiliário norte-americano e do abrandamento na China. Um efeito positivo para as empresas de grande consumo decorrente do abrandamento do crescimento global, será a continuada redução dos preços de commodities”.

De acordo com o relatório, o volume médio de vendas para o top das 250 empresas aumentou para 11,3 mil milhões de dólares em 2010, face a 10,3 mil milhões de dólares registados em 2009. Entre o top de sectores com melhor performance destacam-se as indústrias da moda e pneus.

O sector de artigos ligados à da moda registou o mais forte crescimento de vendas agregadas em 2012, em 14,2% - uma enorme recuperação face à quebra de 5,3% em 2009. Em linha com o progresso nas vendas automóveis, os fabricantes de pneus alcançaram também uma evolução significativa, com 8 em cada 10 fabricantes inquiridos a registarem crescimentos de vendas de dois dígitos.

De acordo com o relatório, em 2012, as empresas de produtos de consumo vão continuar a investir em processos de “analytics” por forma a monitorizar alterações de valor e lucros na indústria, nos diversos mercados e entre esses mesmos mercados, e a compreender tendências, comportamentos e padrões de actividade que forneçam os insights necessários para uma vantagem competitiva. Os produtos de grande consumo irão, cada vez mais, usar processos de “analytics” para optimizar o “pricing” maximizando o retorno sobre o investimento no que respeita ao marketing e gastos de trade. Os processos de “analytics” serão também uteis para potenciar o envolvimento através de social media, facilitando a comunicação de inovação, experiência de novos produtos, ajudando a uma melhor compreensão individual dos consumidores.

Kalish acrescentou que “apesar de se manter difícil o contexto económico em 2012, a perspectiva global de longo prazo mantém-se promissora. Particularmente nos principais mercados emergentes como Índia, o Brasil, Turquia, Indonésia, a região Andina na América do Sul e grande parte da África subsaariana, que oferecem às empresas de grande consumo possibilidade de crescimento mais acentuado e novas oportunidades”.

O estudo será divulgado no decorrer do IV Congresso da Indústria Agro-Alimentar, promovido pela Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares. Consulte o programa aqui
A versão integral do estudo pode ser consultada em www.deloitte.com/consumerbusiness

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