O Deloitte Circle é um think tank promovido pela Deloitte e tem como objectivo o desenvolvimento de projectos de reflexão e investigação dirigidos à sociedade civil e ao País. Resulta de um compromisso com a sociedade civil e com as empresas, e reúne nos projectos que pretende levar a cabo um conjunto de personalidades e investigadores da vida social, política, económica e cultural para, conjuntamente com a experiência da Deloitte, contribuir para novas reflexões e caminhos de acção dirigidos ao desenvolvimento e progresso da sociedade e do país.
Através de projectos e iniciativas independentes a realizar com a sociedade civil, o Deloitte Circle quer contribuir e fomentar novas perspectivas de um Portugal ainda mais desenvolvido a par das sociedades mais avançadas.
O primeiro projecto do think tank Deloitte Circle é o Projecto Farol.
O Projecto Farol é mais que uma análise ou um diagnóstico da realidade nacional. É, acima de tudo, uma visão e um guia para o desenvolvimento futuro do país até 2020 que assenta na denúncia de um pacto de conivência existente entre a cidadania e a governação, responsabilizando ambos. É com base nessa denúncia que o Projecto apresenta uma nova proposta de valores e comportamentos, que visa a criação de um desígnio nacional para a globalização, baseado numa visão de futuro abrangente e num novo contrato social.
Esta visão para Portugal em 2020 e este desígnio, pressupõe uma educação para a globalização, um reforço da iniciativa privada, capacidade de empreendedora à escala global, um aumento do papel das estratégias privadas e da concorrência, a construção de um território policêntrico como forma de compatibilizar crescimento e coesão e, por fim, a consolidação de um Estado inteligente, exemplo de eficácia e serviço. Serão estes pressupostos que permitirão a criação de um novo contrato social para a globalização como ideia motriz da mudança necessária.
Tal mudança inerente a este contrato social tem de ser acompanhada por um projecto estratégico e de coesão social que permita uma apropriada gestão da transição e dos seus custos. As principais linhas de força dessa transição devem ser: fazer parte de um plano estratégico de mudança, acautelar a coesão sem comprometer a transformação, a consciencialização de que este é um compromisso intergeracional e territorial, respeito pelo princípio do gradualismo e a interiorização dos custos da transição pela sociedade.