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TMT Predictions 2011


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O crescimento dos dispositivos móveis, a liderança da televisão no campo dos media, as oportunidades económicas ao nível do online e o aumento do tráfego internet e a resposta das operadoras são as principais tendências do estudo TMT Predictions 2011. Esta análise reflecte a visão da Deloitte sobre as grandes tendências nos sectores de Tecnologia, Media e Telecomunicações para os próximos 12 a 18 meses com impacto nas empresas.

Em 2011, a Deloitte prevê que mais de metade dos dispositivos computacionais vendidos a nível global não serão PCs. A venda deste formato deverá atingir as 400 milhões de unidades, um número suplantado pelas vendas agregadas de smarthphones, tablets e netbooks. Apesar do PC não desaparecer, o caminho futuro aponta para a diversidade a nível de dispositivos, processadores e sistemas operativos, com alterações de modelos de negócio e o surgimento de novas oportunidades relacionadas com novos dispositivos, aplicações e periféricos. Prevê-se um maior impacto desta alteração no contexto internacional do que ao nacional, face ao baixo peso do sector tecnológico no país.

Os tablets ganham o estatuto de ferramenta indispensável para as empresas. A justificar esta mudança estão quatro factores: o efeito de contágio da utilização pessoal dos tablets para o ambiente profissional; a existência de mercados como elevado potencial de utilização como o retalho, a indústria e a área da saúde; o redirecionamento dos investimentos dos fornecedores de software empresarial para o desenvolver aplicações específicas para tablets; e o potencial da tecnologia para o suporte à actividade comercial dos profissionais de vendas

Ainda ao nível da tecnologia, Portugal acompanha a tendência internacional de diversificação de plataformas, terminando o domínio de um único sistema operativo no mercado de smartphones e tablets, durante 2011. Contudo, a luta pela liderança no mercado nacional está centrada entre o sistema do iPhone e do Android, sendo que o último tem alguma vantagem por estar disponível num maior número de dispositivos e por ser muito mais acessível em termos de preço.

Nos media, a televisão mantém o domínio e deverá continuar a investir na sua reinvenção enquanto media de comunicação. Esta é uma tendência que se verifica tanto ao nível internacional como em Portugal. A Deloitte prevê que a televisão vai consolidar o seu estatuto de super media, com o aumento de audiência, devido ao crescente número de horas passadas em frente ao televisor, e crescimento das receitas de publicidade, subscrição, pay-per-view e licenças. A nível global, este fenómeno vai gerar um crescimento da publicidade na televisão de 135 mil milhões em 2007 para 145 mil milhões de euros em 2011, o que contrasta com o declínio nos jornais e revistas de 95 mil milhões para 70 mil milhões de euros no mesmo período. Paralelamente, os programas de televisão vão ser o tópico de conversa mais comum nas redes sociais, gerando mais de um bilião de tweets, e tornando-se num verdadeiro canal influenciador junto dos consumidores.

A contribuir para o domínio da televisão nos media está o baixo impacto da proliferação dos DVR (aparelhos de gravação) nos lares em todo o mundo, com implicações imateriais ao nível das receitas de publicidade da televisão. A estratégia da televisão deve, então, passar pelo desenvolvimento de formas de integrar estes novos equipamentos, reinventando os espaços comerciais a nível do género dos anúncios, duração e, principalmente, no preço publicitário. Este é um cenário que também acontece em Portugal devido à baixa adesão ao DVR, à situação económica desfavorável e ao hábito enraizado de ver televisão de forma passiva.

No online, a Deloitte prevê que, em 2011, as redes sociais ultrapassem a barreira dos mil milhões de utilizadores. Contudo, o investimento publicitário neste tipo de veículos será muito pouco significativo, menos de 1 por cento do investimento total. Para os novos media podem surgir fontes de receitas mais aliciantes do que a publicidade tais como sistemas de pagamento e e-commerce. As redes sociais vão continuar a dividir opiniões: uns acreditam no seu enorme potencial e garantem o seu sucesso, enquanto outros as vêem como a próxima bolha dotcom e argumentam que a dimensão não serve de nada se não for monitorizada. Em Portugal, o cenário é idêntico.

O mercado dos jogos vai continuar igualmente crescer devido ao aumento da popularidade das redes sociais, dos smartphones e tablets, mas com base em fontes de receitas mais diversificadas. Uma percentagem cada vez maior de receitas virá de subscrições mensais, vendas de periféricos, taxas de serviços ou conteúdos extra e de compras e publicidade in-game nos mercados free-to-play (F2P) e Freemium. Portugal vai acompanhar esta tendência numa escala menor, ao nível da sua dimensão.

A influência do online é igualmente sentida no campo da música com as receitas referentes à distribuição de música digital a ultrapassem as dos formatos físicos (CD). Este efeito deve-se não tanto ao aumento das subscrições, downloads de música digital ou serviços de streaming, mas sim ao acentuado declínio no mercado de venda de CD, situação que se sente de igual forma no mercado português.

No que toca ao sector das telecomunicações, a Deloitte prevê que, em 2011, a implementação da próxima geração de redes móveis, Long Term Evolution (LTE), irá ficar aquém das expectativas uma vez que as mais recentes tecnologias de 3.ª geração, com o HSPA+ e os equipamentos que as suportam, vão continuar a responder às actuais necessidades dos consumidores. Paralelamente, o volume de dados transferidos, através de dispositivos móveis via redes Wi-Fi, vai crescer entre 25 a 50 por cento, face ao tráfego efectuado através de redes móveis (GSM/UMTS). A grande fatia deste crescimento deve-se ao aumento da procura relacionada com dados multimédia, onde o Wi-Fi irá ser a rede padrão. Esta é claramente umas das oportunidades mais aplicáveis a Portugal numa perspectiva de inovação e liderança no segmento de customer intelligence a nível mundial.

A previsão de crescimento modesto da utilização da vídeo-chamada aplica-se tanto a nível internacional a nível nacional.. As razões podem ter a ver com o facto de uma vídeo-chamada ainda ser percebida como excessiva face a um simples telefonema e demasiado impessoal para uma conversa importante.

Nas 18 tendências apontadas pelo relatório TMT Predictions 2011 estão ainda contempladas previsões como o valor da informação pessoal presente nas redes sociais e novos media como uma peça essencial para a área do marketing, o reforço do peso das energias renováveis com o regresso do hidrogénio, o crescente sucesso dos espectáculos de música face ao declínio das vendas das editoras e o E-Gov como o futuro sem burocracia.

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