Estudo de Natal 2012Por favor proceda ao download dos anexos |
Lisboa, 8 de Novembro de 2012 – Os portugueses estão pessimistas e vão gastar menos com o Natal e a Passagem de Ano. A diminuição do orçamento disponível devido à maior carga fiscal (65 por cento), assim como o clima económico e a previsão de que este piore (65 por cento) são as duas grandes razões apontadas, de acordo com a 15ª edição do Xmas Survey, estudo anual da consultora que analisa as intenções de compra dos consumidores.
A presente edição abrange 18 países europeus e África do Sul, tendo sido inquiridos um total de 18.587 consumidores, entre a segunda e terceira semana de Setembro, sobre as suas intenções e planos de gastos em presentes, alimentação e lazer.
Em Portugal, a percepção sobre a economia continua pessimista, com 83 por cento dos inquiridos a admitirem que a actual conjuntura é negativa – um valor bastante acima da média do total dos inquiridos em todos países que se situa nos 55 por cento, de acordo com os dados do Xmas Survey 2012.
Esta perspectiva reflecte-se também no poder de compra dos portugueses, com 68 por cento a afirmar que o seu orçamento para compras irá diminuir este ano face ao ano passado. Em relação a 2013, 55 por cento diz que o seu poder de compra vai deteriorar-se, um valor mais elevado que a média europeia, balizada nos 34 por cento.
O orçamento destinado a gastos no período natalício deve diminuir este ano cerca de 13,5 por cento face ao ano passado (530 euros em 2011). Em 2012, os portugueses terão cerca de 464 euros (por lar) para gastar com grande parte destinada à compra de presentes (cerca de 233 euros), seguidos dos gastos com produtos alimentares (162 euros). Este é o primeiro ano em que os portugueses têm a expectativa de gastar menos do que os alemães, em valor absoluto, que estimam gastar 485 euros.
Com menor orçamento disponível, o factor preço torna-se determinante no momento da aquisição de um produto, com 95 por cento a considerar que não comprará um presente sem antes ter em atenção o seu valor. Esta razão poderá justificar, assim, o facto de, nas compras deste ano, 46 por cento dos inquiridos portugueses afirmar que procurará mais produtos em saldos e 37 por cento pretender fazer as compras em lojas consideradas mais baratas, face ao ano passado.
Apesar de, este ano, 49 por cento dos portugueses afirmarem que vão comprar presentes para menos pessoas, as crianças terão um lugar de destaque, com mais de metade do orçamento disponível a estar cativo para a compra de presentes para os mais novos.
De forma geral, para os portugueses os presentes mais desejados em 2012 são dinheiro (58 por cento) e livros (51 por cento), seguidos de vestuário e calçado (44 por cento) e de viagens (43 por cento). Apesar disso, os portugueses confessam que, em termos de intenção de compra, os livros lideram a tabela (48 por cento), seguidos do vestuário e calçado (36 por cento) e dos tradicionais chocolates (31 por cento).
Com uma visão sobre o panorama económico ainda instável, os consumidores europeus continuam pessimistas, sendo que ainda assim alguns estão menos que outros.
A contínua crise da dívida europeia e as várias medidas que os governos europeus têm tomado para reduzir o défice continuam a pesar na moral dos consumidores.
Segundo Nuno Netto, Associate Partner da Deloitte: “Embora exista ainda um enorme desejo de apreciar as festividades natalícias, os consumidores estão a ser mais cuidadosos com a forma como gastam o seu dinheiro Na conjuntura actual, o preço é cada vez mais o atributo crítico no factor de processo de decisão de compra. ”.
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