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Brasil é o BRIC mais “avançado socialmente”, segundo o novo “Índice de Progresso Social”

Métrica desenvolvida por equipe liderada pela Harvard Business School enfatiza mais o progresso social do que o crescimento econômico

São Paulo, 4 de setembro de 2013 – O Brasil foi considerado o país do BRIC (grupo composto também por Rússia, Índia e China) mais avançado socialmente, de acordo com o novo índice global lançado oficialmente hoje na Conferência Ethos 2013, evento que aborda oportunidades de negócios sustentáveis e responsáveis para o governo e as empresas. O Brasil é o terceiro país da América do Sul mais bem colocado, depois do Chile (em 14º) e da Argentina (em 15º) e está classificado em 18º lugar em âmbito mundial.

O Índice de Progresso Social (Índice), que classifica 50 países por seu desempenho social e ambiental, foi concebido pelo professor Michael E. Porter, da Harvard Business School, e pela instituição Social Progress Imperative. Eles estão trabalhando em colaboração com economistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e importantes organizações internacionais de empreendedorismo social, administração, filantrópicas e acadêmicas, como Cisco, Compartamos Banco, Deloitte, Fundação Avina e Fundação Skoll.

Em vez de analisar indicadores econômicos – em especial o PIB – para medir o progresso de um país, o Índice avaliou resultados sociais e ambientais. Ele emprega uma técnica estatística rigorosa e os melhores dados disponíveis de fontes reconhecidas internacionalmente, como o Banco Mundial e a Organização Mundial da Saúde, com o objetivo de identificar desafios e oportunidades para o progresso social dos países.

“Os protestos de junho no Brasil demonstram que o progresso social é uma grande aspiração e que há uma forte demanda das gerações mais jovens”, disse o professor Porter. “O progresso social será crucial para a ambiciosa estratégia de desenvolvimento do Brasil.”

“O Brasil mostra conquistas importantes em questões relacionadas com o progresso social, mas em um contexto de altas e persistentes desigualdades estruturais. O Índice ajudará o governo, as empresas e a sociedade civil a identificar e inovar em áreas essenciais do progresso humano. O Brasil — uma das principais economias emergentes e detentor de recursos naturais valiosos para o mundo — tem a oportunidade de se tornar líder global em progresso social.”

O Índice analisou dados de 52 fontes, agrupadas em três categorias principais (Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos de Bem-Estar e Oportunidades). Algumas das principais constatações do Índice de Progresso Social para o Brasil são:

  • O Brasil tem um desempenho melhor do que os outros BRICs porque é relativamente mais eficiente em transformar crescimento econômico em progresso social. No entanto, em comparação com todos os países do mundo, o desempenho do Brasil em relação ao seu PIB está apenas na média, o que sugere que há espaço para o país melhorar seu desempenho em progresso social.
  • As pesquisas de percepção mostram que a sociedade brasileira é tolerante com suas minorias (2º lugar no Índice nesse indicador), ao mesmo tempo em que dá às pessoas autonomia para a liberdade de escolha (15º lugar nessa área).
  • Apesar dos progressos na redução da pobreza e da desigualdade, o Brasil ainda tem muito a avançar para atender às necessidades humanas básicas de seus cidadãos (30º lugar no Índice nesse indicador).
  • Em particular, os cinco desafios a seguir precisam ser tratados com urgência:
    • Segurança pública (45º lugar);
    • Acesso ao ensino superior (33º lugar) e qualidade da saúde (31º lugar);
    • Necessidades humanas básicas (30º lugar), como água e saneamento, alimentação e nutrição; disponibilidade de casas a preços acessíveis e poluição do ar em ambientes internos;
    • Os direitos da mulher no Brasil ficaram em 43º lugar para o item tratamento respeitoso das mulheres.
    • Sustentabilidade do ecossistema (21º lugar).

 

“Apesar de o Brasil ter um desempenho relativamente bom na sustentabilidade de ecossistemas, o País precisa tratar de questões ambientais urgentes, como a redução do desmatamento, impulsionado principalmente por projetos de infraestrutura na Amazônia e pela criação irregular de gado, controle das emissões de GEE pelo setor industrial; e acesso à eletricidade com tecnologias de boa relação custo-benefício e favoráveis ao meio ambiente”, disse Glaucia Barros, diretora de Programas da Fundação Avina no Brasil. “O Brasil detém 20% da biodiversidade do planeta. Cuidar bem desses bens comuns naturais representa uma promessa futura para os brasileiros e também sustentabilidade para o planeta.”

“O Índice reúne diferentes organizações que podem colaborar para fazer avançar o progresso social, servindo inclusive de estrutura para investimentos diretos em áreas sociais por parte de governos, organizações sem fins lucrativos e empresas”, enfatizou Heloisa Montes, sócia de Strategy, Brand & Marketing da Deloitte no Brasil. “Esperamos que os líderes empresariais no Brasil juntem-se a nós para focar nas oportunidades destacadas pelo Índice.”

No Índice, a Suécia está classificada como o país mais avançado socialmente do mundo, a Grã-Bretanha está em segundo, acima da Alemanha, que está em quinto lugar; os Estados Unidos estão em sexto e o Japão, em oitavo. Nenhum país pontua na metade superior em todos os 12 componentes do Índice de Progresso Social, que são Nutrição e Atendimento Médico Básico; Ar, Água e Saneamento; Habitação; Segurança Pessoal; Acesso a Conhecimentos Básicos; Acesso a Informação e Comunicação; Saúde e Bem-Estar; Sustentabilidade do Ecossistema; Direitos Pessoais; Acesso ao Ensino Superior; Liberdade e Escolhas Pessoais; e Tolerância e Respeito .

“O Brasil tem um desempenho superior ao dos outros países do BRIC no Índice, mas quanto mais um país avança, maior é a demanda por progresso social e menos tolerante é sua sociedade a desigualdade, pobreza e deficiências no atendimento das necessidades humanas básicas”, disse Michael Green, diretor executivo do Social Progress Imperative. “No Brasil, os desafios relacionados com o atendimento das necessidades básicas coexistem com demandas para melhorar a qualidade da educação, da saúde e dos serviços públicos. O Índice é uma ferramenta fundamental para os tomadores de decisão do governo, da sociedade civil e das empresas, pois ajuda a identificar novas oportunidades para inovar e impulsionar o crescimento econômico futuro.”

O Índice de Progresso Social é o primeiro projeto do Social Progress Imperative, como parte de um conjunto mais amplo de iniciativas para orientar decisões de investimentos e políticas de governos, do setor privado e da sociedade civil que tenham impacto positivo na vida das pessoas.

Sobre o grupo Social Progress Imperative

A missão do Social Progress Imperative é fazer avançar o bem-estar humano no mundo, combinando o desempenho social dos países e indicadores de capacidade com soluções orientadas que alcancem líderes empresariais e da sociedade civil, que, juntos, podem obter mudanças em larga escala. O Social Progress Imperative conta com o apoio financeiro de organizações como Cisco, Deloitte, Fundação Skoll, Compartamos Banco e Fundação Avina.

“Progresso social” é definido como a capacidade de uma sociedade atender às necessidades humanas básicas de seus cidadãos, estabelecer os componentes básicos que permitam aos cidadãos melhorar de vida e criar as condições para as pessoas e as comunidades atingirem seu pleno potencial.

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In Press Porter Novelli
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