Este site utiliza cookies para oferecer um serviço mais ágil e personalizado. Ao acessar este site, você concorda com a nossa utilização de cookies. Por favor, leia mais informações sobre os cookies que utilizamos e como excluí-los ou bloqueá-los.

Favoritos E-mail Imprimir esta página

Riscos ligados ao mercado, à economia e ao cenário regulatório são as preocupações das companhias brasileiras na bolsa de NY

Estudo inédito da Deloitte identificou e analisou os riscos divulgados por empresas nacionais listadas na Securities and Exchange Commission (SEC), que respondem por 60% do valor das companhias da BM&FBovespa

São Paulo, novembro de 2012 – Referência em soluções na área de gestão de riscos empresariais, a Deloitte consolidou e analisou as principais adversidades sofridas ou percebidas por algumas das maiores empresas brasileiras. O estudo “FPI Filers – Risk Intelligence Map” mapeou os riscos divulgados por 30 organizações do Brasil na Bolsa de Nova York, regulamentada pela Securities and Exchange Commission (SEC), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) local. São as FPIs brasileiras – de “Foreign Private Issuers”, companhias que se enquadram na categoria de emissores de ações estrangeiros (não norte-americanos”) no mercado de capitais dos Estados Unidos.

Apesar de representar aproximadamente 10% do total de organizações de capital aberto no Brasil, estas companhias respondem por cerca de 60% do valor total negociado na BM&FBovespa, ou seja, R$ 1,5 trilhão (US$ 720 bilhões). 

O estudo da Deloitte contemplou quatro setores econômicos: Serviços Financeiros; Consumo e Produtos Industriais; Energia e Recursos Naturais; Tecnologia, Mídia e Telecomunicações. As análises dos riscos se concentraram em quatro grandes pilares: aspectos externos às organização, governança, estratégia e planejamento, áreas operacional e financeira e questões regulatórias. Examinando as citações das companhias em formulário específico e obrigatório encaminhado por elas à SEC, foi possível apontar dez riscos entre os mais reportados, conjunto que envolve preocupações de todas as indústrias elencadas. 

São eles:

Perfil dos riscos mais mencionados pelas FPIs brasileiras

 

Exemplos de fatores de risco que se encaixam em cada perfil

 

 

Fatores de mercado

Impactos e instabilidades econômicas decorrentes da variação na taxa de câmbio e da taxa de juros, e instabilidade nos mercados emergentes

 

 

Cenário econômico

 

Redução ou instabilidade da atividade econômica global e local, natureza cíclica das indústrias, eventuais mudanças na política monetária e inflação

 

 

Regulamentação

Mudanças nas regulamentações de mercado, legislações vigentes, barreiras para exportações, importações de produtos e serviços e aumento das exigências por segurança

Concorrência

Concorrência mais acirrada, novos competidores, fusões e aquisições de empresas

 

Geopolítica

 

Mudanças econômicas e nas condições de mercado (especialmente na América Latina), redução da demanda de produtos ou serviços do Brasil em função de alterações em aspectos políticos e /ou econômicos locais

 

Reputação e relacionamento com acionistas

 

Conflito de interesses e relacionamento com partes relacionadas

 

Planejamento e disponibilidade de capital

Ausência ou insuficiência de capital para aquisições e realização de investimentos em expansão de novos negócios, além de inadequado acompanhamento dos programas de investimentos

Recursos humanos

Dificuldade para recrutar e manter pessoal qualificado, bem como reter executivos seniores

 

Segurança de informações

Segurança, proteção e inteligência das informações, falha nos sistemas operacionais e interrupções ou continuidade de operações

 

Meio ambiente, saúde e segurança

 

Não atendimento das regras ambientais, novos requerimentos e restrições das agências ambientais

 

Segundo o levantamento, os fatores de risco relacionados ao mercado obtiveram o maior número de incidências nas citações das empresas, 61. Em seguida, o cenário econômico é apontado 54 vezes pelas organizações brasileiras. O risco regulatório é o terceiro fator mais divulgado, com 25 incidências, à frente do fator “concorrência”, com 23 indicações.

Os riscos geopolíticos, de reputação, planejamento, recursos humanos, segurança de informação e meio ambiente, saúde e segurança (este, mais relacionado ao setor de Energia e Recursos Naturais) aparecem na sequência como importantes ameaças.

“Mudanças econômicas internas e externas, assim como questões ambientais, influenciam a percepção dos riscos. A capacidade de antecipar as ameaças e de se adaptar é essencial no mundo de hoje, afirma Ronaldo Fragoso, sócio-líder da Deloitte para soluções em gestão de riscos empresariais.

“Nesse estudo, percebemos que há uma correlação entre os riscos apontados por algumas indústrias, pois muitas sofrem ou percebem ameaças ou oportunidades de um mesmo conjunto. É o que acontece com os fatores externos, que concentram muitos riscos divulgados pelas companhias brasileiras”, afirma Alex Lelis Buzato Borges, sócio da área de Consultoria da Deloitte.

Pela análise, percebe-se ainda que grande parte das empresas tem feito esforços para consolidar e implantar instrumentos efetivos de gestão integrada de riscos empresariais, de forma padronizada, com o intuito de facilitar junto aos pilares da governança corporativa.  Essa é uma maneira de mapear , especialmente, riscos ainda não percebidos na própria organização ou na industria de atuação.

Riscos de cada indústria

Embora os dez riscos acima elencados no estudo estejam entre as principais ameaças percebidas, de forma geral, pelos quatro segmentos analisados, há alguns riscos relatados somente por uma dessas indústrias. É o caso do risco de responsabilidade social e civil, divulgado apenas no segmento de Energia e Recursos Naturais, ou dos riscos de terceirização e parceria (atuação de parceiros em desacordo com os valores da companhia) e de estrutura organizacional (não definida e/ou alinhada aos objetivos estratégicos), divulgados somente pelo segmento de Telecomunicações.

Por outro lado, alguns riscos afetam ou preocupam mais de um segmento e não são percebidos como relevantes por outros. O levantamento da Deloitte aponta, por exemplo, que mudanças governamentais e de política pública – aspectos geopolíticos – estão entre as principais preocupações das indústrias de Consumo, Telecomunicações e Energia e não aparecem como riscos divulgados entre as empresas de Serviços Financeiros.

A inovação tecnológica (desenvolvimento e acompanhamento de inovações que não atendem à companhia), por exemplo, é uma ameaça para as indústrias de Telecomunicação e de Energia, mas não é citada pelos setores de Consumo e Serviços Financeiros. A pesquisa constatou ainda que os setores de Serviços Financeiros e Telecomunicações divulgam na SEC menos riscos em comparação às áreas de Consumo e Energia.

Última atualização: 

Contatos:

Nome:
Carolina Bessa
Companhia:
In Press Porter Nevelli
Título do trabalho:
Assessora de São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal e Rio de Janeiro
Telefone:
(11) 3323-1581
E-mail
carolina.bessa@inpresspni.com.br
Nome:
Patricia Bartuira
Companhia:
In Press Porter Novelli
Título do trabalho:
Assessora de São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal e Rio de Janeiro
Telefone:
(11) 3323-1571
E-mail
patricia.bartuira@inpresspni.com.br
Nome:
Júlia Borba
Companhia:
In Press Porter Novelli
Título do trabalho:
Telefone:
(21) 3723-8174
E-mail
julia.borba@inpresspni.com.br

Links relacionados

Stay connected: