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Deloitte avalia os desafios e as oportunidades dos CFOs na América Latina


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Estudo identificou oportunidades de redução média de até US$ 3.8 milhões nos custos financeiros por US$ 1 bilhão de faturamento

São Paulo, maio de 2012 – Inspirada no crescimento econômico contínuo e no aumento do número de companhias multinacionais na América Latina, a Deloitte decidiu analisar o desempenho da área financeira das empresas da região e identificar os principais desafios e oportunidades dos seus CFOs. A pesquisa “Briefing Executive – Understanding performance and drivers of the finance function in Latin America”, contou com a participação de 51 empresas da América Latina. No Brasil, foram estudadas 17 companhias.

O maior desafio apontado pelos CFOs está na redução dos custos dos serviços financeiros em relação ao faturamento da empresa, sem perder qualidade e agilidade nos processos. “As companhias na região investem duas a três vezes menos em tecnologia do que as empresas americanas. Essa é uma das principais oportunidades para superar esse desafio”, destaca Celso Kassab, sócio da área de consultoria da Deloitte.

As divisões latino-americanas de empresas multinacionais apresentam um custo total 16% maior que as companhias locais, com matrizes instaladas na América Latina. As multinacionais na América Latina acabam, por exemplo, tendo o ônus de gerar 48% mais reports para suas matrizes do que as empresas localizadas nos Estados Unidos.

A distribuição dos custos nas estruturas das multinacionais e das empresas locais é bem diferente. As multinacionais apresentam metade do número de  empregados alocados na área financeira, mas os custos com mão de obra são 75% maiores. Apresentam ainda 72% mais terceirização dos serviços e gastam três vezes mais com tecnologia financeira.

Em termos locais, o estudo constatou que o Brasil tem o maior custo em relação ao faturamento de toda a América Latina – 1,68%. Esse índice é duas vezes maior que o apresentado pelo Chile, o menor da região, com um índice de 0,85%.

O custo de mão de obra representa de 66% a 80% do gasto total com os serviços financeiros. O Brasil apresenta a menor alocação de empregados da região – média de 156 profissionais por US$ 1 bilhão de faturamento. Entretanto, os custos com da mão de obra brasileira (uma média de US$94,631) são de duas a três vezes maiores que no México e na Argentina, respectivamente US$ 40,836 e US$ 33,810.

Mas é preciso considerar outro aspecto. Embora o gasto com mão de obra na Argentina seja 64% menor que o brasileiro, o custo total dos serviços financeiros naquele país é apenas 14% menor que o do Brasil. Isso ocorre, principalmente, por conta do alto número de empregados utilizados pelas empresas argentinas, que chega a ser 74% maior que o do Brasil. O Chile, por sua vez, aloca um número relativamente menor de pessoas e, mesmo com gastos com mão de obra 26% superiores aos da Argentina, apresenta os serviços financeiros com o menor custo total.

Embora muitas vezes a América Latina seja vista como uma região uniforme, é possível observar que as diferenças entre os países e as próprias particularidades entre operações locais e multinacionais podem criar um cenário bastante desafiador com oportunidades de melhorias. “É preciso, portanto, considerar tanto as diferenças regionais quanto as globais e manter o foco nas melhores práticas. As prioridades devem ser estabelecidas com base nas estratégias de negócios da empresa”, explica Kassab.

Lidar com essas diferenças é outro grande desafio dos CFOs. Muitos gaps encontrados em algumas companhias avaliadas se forem trabalhados com essa perspectiva de melhoria estratégica, podem gerar uma redução média de US$ 3.8 milhões nos custos financeiros por US$ 1 bilhão de faturamento.

 

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