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Emergentes apontam caminhos para inserção no mercado de capitais

São Paulo, 4 de julho de 2013 - As empresas emergentes do Brasil reconhecem que a abertura de capital é importante para a economia do País e para a competitividade global, entretanto muitas ainda têm a visão de que a ação é complexa, pouco acessível e de que ainda não estão maduras o suficiente para dar esse passo. Estas são as principais conclusões do estudo “Rumo à abertura de capital – As percepções das empresas emergentes sobre os entraves e benefícios”, que ouviu empresas com faturamento até R$ 1 bilhão para entender o que elas realmente pensam sobre o processo de abertura. A pesquisa foi realizada pela Deloitte em parceria com o Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (IBRI). 

O levantamento, realizado com 73 empresas, mostra que 62% delas ainda consideram que o IPO no Brasil é inacessível para PMEs, o que coincide com o fato de 93% dos participantes destacarem que o processo ainda não é uma experiência relativamente simples, com questões como os custos relacionados e a necessidade de estímulos, como políticas de incentivo fiscal para as empresas e menores exigências para listagem. Da mesma forma, um dado otimista revela que o interesse está presente - 90% consideram a abertura de capital essencial para o andamento da economia do País.

As PMEs do estudo priorizam investimentos em projetos de crescimento e produtividade, por exemplo: investimento em tecnologia (25%), em novos produtos (22%) e crescimento inorgânico (19%). Os recursos para os investimentos provem de fontes mais tradicionais (financiamento bancário, por exemplo). O mercado de capitais, especialmente, é pouco utilizado, mas aparece no horizonte de alternativas das empresas emergentes. Os participantes apontam uma forte participação de empréstimos de partes relacionadas (mútuos), utilizados por 53% da amostra. Já 32% afirmam que já utilizaram recursos de fundos ou banco de fomento.

“A diversificação das fontes de captação de recursos podem contribuir significativamente para o crescimento e a exposição das PMEs, tão importantes para o fortalecimento da economia brasileira.”, destaca Bruce Mescher, sócio-líder da área de Global IFRS and Offerings Services (GIOS) da Deloitte.

Desafios e benefícios

No contexto internacional, o Brasil é a sétima economia do mundo, mas o número de empresas listadas em bolsa ainda é muito pequeno, apenas 353 (23ª colocação). Nos Estados Unidos, por exemplo, esse número chega a 4.102, na China são 2.494 e na Índia, incríveis 6.838.

A visão dos participantes sobre o mercado acionário brasileiro em relação às principais economias é condizente com o cenário acima. Pois, segundo os empresários, poucas empresas pequenas e médias estão listadas na bolsa brasileira (78%), a população local desconhece o mercado acionário e seus riscos (69%) e a procura por papéis de renda variável ainda é baixa no Brasil (66%).

Entre os principais desafios apontados e que afastam as emergentes do mercado de capitais estão a falta de maturidade das empresas (20%) e o alto custo do processo de IPO (13%). A visão das empresas sobre a própria maturidade mostra que a sua estruturação interna, em termos de governança corporativa, gestão profissionalizada e transparência nas demonstrações financeiras, é uma questão fundamental para as organizações que pretendem abrir capital.

É importante destacar que o mercado de capitais oferece vantagens competitivas para as empresas, além de contribuir para a melhoria da qualidade da gestão. O planejamento para a abertura de capital é uma delas, pois envolve o fortalecimento de uma estrutura que irá apoiar e potencializar o desenvolvimento da futura companhia. Desta forma, os participantes acreditam que o retorno encoraja a abertura de capital (85%).

“A pesquisa nos trouxe resultados e informações muito importantes para os próximos passos. A inserção das empresas emergentes na bolsa no Brasil é uma etapa fundamental rumo à consolidação da economia nacional entre as mais avançadas do mundo.”, afirma Bruce Mescher.

Estruturação e parcerias

A pesquisa revela que há uma grande demanda de informação por parte das empresas que têm intenção de abrir o capital. A questão do planejamento é, portanto latente para aquelas que optarem pelo caminho do IPO. “Cada vez mais, as empresas entendem que precisam se estruturar internamente antes de ingressarem no mercado acionário, fato que por si só já representa uma significativa oportunidade para o desenvolvimento das emergentes”, avalia Ricardo Florence, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (IBRI).

Grande parte dos participantes (45%) pretende abrir o capital, porém 49% da amostra afirma ainda não conhecer seus potenciais investidores. Ainda na estruturação do processo, apenas 17% disseram que já procuraram ajuda de um parceiro, pensando numa futura abertura de capital. Já 89% dizem existir alguma área dentro de sua empresa para desenvolver relatórios e análises financeiras. Enquanto isso, 84% afirmaram que não possuem área ou função relacionada ao apoio dos investidores.

Alguns aspectos são elencados como estimulantes para o andamento do processo, como menores custos do IPO (50%), políticas de incentivo fiscal para empresas (46%) e políticas de incentivo fiscal para investidores entro outros tópicos.

As empresas foram questionadas sobre a escolha de grupos de profissionais e suas possíveis influências no processo de IPO. A auditoria, para 51%, é vista como instrumento de aperfeiçoamento da transparência das operações e finanças do negócio, enquanto para 40% o banco de investimento é capaz de melhorar o posicionamento mercadológico perante aos futuros investidores. Já o escritório jurídico foi assinalado por 63% que acreditam que a banca pode contribuir na preparação para exigências legais.  A consultoria, por sua vez, pode incrementar a gestão atual do negócio para 39% dos entrevistados.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa foi realizada com 73 empresas, sendo 95% delas de capital fechado; 58% das empresas tiveram receita líquida menor que R$ 250 milhões em 2012, enquanto 42% tiveram a receita entre R$ 250 milhões e R$ 1 bilhão. A composição setorial é diversa, com destaque para os segmentos de agronegócio, serviços de tecnologia da informação (TI) e construção.

A região Sudeste é predominante entre os respondentes (60%), entretanto a região Sul se destaca como um polo de oportunidades, com empresas atuantes em segmentos diversificados como agronegócio, máquinas, equipamentos e ferramentas e produtos de consumo.

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