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Geração Y valoriza o peso da inovação nos resultados das empresas


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Pesquisa da Deloitte aponta importância da inovação para os futuros líderes, porém somente 26% dos entrevistados acreditam que as lideranças das atuais empresas que trabalham estimulam práticas que promovam a criatividade

São Paulo, 23 de janeiro de 2013 – A inovação é essencial para o crescimento dos negócios para 78% dos futuros líderes empresariais do mundo. Isto é o que mostra a pesquisa “Millennial”, realizada pela Deloitte com mais de 5 mil profissionais que integram a geração Y (nascidos entre 1982 e o começo da década de 90) de 18 países, entre eles o Brasil.

Mesmo com a crise econômica chegando ao sexto ano, apenas 26% dos jovens da geração Y acham que os líderes de negócios estão fazendo o suficiente para encorajar práticas que promovam a inovação. “A concorrência no mundo dos negócios está cada vez maior. Ou as empresas acompanham as inovações promovendo novas ideias que prosperem ou acabarão perdendo espaço no mercado”, explica o líder da prática de Inovação da Deloitte, Milton Da Vila.

O estudo revela ainda que, 84% dos futuros líderes consideram que as inovações de negócios têm um impacto positivo na sociedade e 65% acreditam que as atividades de suas empresas beneficiam a sociedade de alguma maneira. Quase metade dos entrevistados (45%) acredita que as inovações de negócios geram mais impacto positivo na sociedade do que as inovações do governo (18%) e das entidades acadêmicas (17%).

Talento como um catalisador para a inovação

A inovação é considerada um fator importante para o recrutamento e retenção de um talento. Dois terços dos entrevistados disseram que a inovação é um fator chave para uma empresa escolher seus funcionários. Desta maneira, as companhias atraem um número cada vez maior de funcionários da geração Y e eles deverão representar 75% da força de trabalho do mundo em 2025. No entanto, as divergências apareceram quando os entrevistados foram questionados sobre os pré-requisitos para a inovação:

  •  39% acreditam que para inovar é necessário investir em incentivos e recompensas para novas ideias e criatividade, mas apenas 20% dizem que a sua atual empresa trabalha dessa maneira.
  • 34% dizem que para obter um ambiente de trabalho inovador é preciso oferecer tempo livre para os funcionários se dedicarem ao aprendizado e a criatividade, enquanto apenas 17% caracterizam seu local de trabalho dessa maneira.
  • 32% consideram a abertura de desafios e a liberdade de criação como chave para a inovação, contra 17% que dizem que isso é possível em suas organizações.
  •  42% acreditam na importância de incentivar o pensamento inovador em todos os níveis da empresa, apenas 26% afirmam que isso ocorre em suas empresas.

“O processo de transição dos antigos para os novos líderes é contínuo. Passa por uma questão cultural onde as empresas entendem que é preciso investir em inovação. Conforme as novas gerações assumem as lideranças das empresas a visão muda, pois a geração Y tem mais consciência sobre a importância de investir em ideias criativas e pesquisas e, consequentemente, quem valorizar mais essas iniciativas terá mais sucesso no futuro”, disse Vila.

Pontos de vista sobre a inovação variam de acordo com  países e setores

  •  Os entrevistados que fazem parte dos países do BRIC consideram-se inovadores, bem como suas empresas. Já os entrevistados do Japão classificam suas empresas abaixo da média em quase todos os aspectos da inovação. 70% dos entrevistados nos países do BRIC classificam seus empregadores como inovadores, enquanto no Japão apenas 25% os classificam desta maneira.
  • Seis em cada dez (62%) entrevistados se descrevem como inovadores, começando pela a Índia (81%), Tailândia (79%), África do Sul (78%) e Brasil (77%) até o Japão (24%).
  • 65% dos entrevistados consideram que suas empresas promovem benefícios para a sociedade, liderada pelo Brasil (83%), Índia (74%) e Alemanha (73%). Apenas 46%  responderam afirmativamente na Coreia do Sul.
  • Os setores considerados mais inovadores são: tecnologia, mídia e telecomunicações (52%); bens de consumo / serviços (47%) e de produção (37 por cento).
  • Os setores considerados como os que mais necessitam de inovação são: educação (27%); energia elétrica (18%), e o governo (17%).

 

 

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