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Financial Markets Regulatory Outlook 2025

Superar os desafios emergentes no setor financeiro

Num ano de rápidas transformações, as exigências regulatórias intensificam-se. Esta edição foca-se nas mudanças estratégicas e nos riscos emergentes que irão moldar o futuro da regulação nos mercados financeiros.

Um olhar estratégico sobre a regulação nos mercados financeiros

Num contexto marcado por incertezas económicas, geopolíticas e tecnológicas, a regulação financeira assume um papel cada vez mais estratégico. O Financial Markets Regulatory Outlook 2025 analisa as principais tendências que irão moldar o setor dos serviços financeiros, fornecendo uma visão clara e estruturada para apoiar os conselhos de administração e executivos de topo na antecipação e resposta a estes desafios. Esta edição foca-se nos temas regulatórios e de supervisão mais relevantes, com especial atenção a áreas emergentes como a inteligência artificial (IA) e governação de dados, pagamentos e ativos digitais, e finanças sustentáveis. O estudo inclui ainda análises detalhadas por setor, abrangendo a banca de retalho e comercial, banca de investimento, seguros não vida, seguros de vida e gestão de investimentos.

Conheça os principais destaques do estudo:

Em 2025, observa-se um panorama marcado por uma incerteza maior do que o habitual, impulsionada por uma combinação de fatores políticos, geopolíticos e económicos. As prioridades globais centram-se no crescimento económico, segurança e competitividade, num contexto de tensões crescentes. Perante este cenário, esperam-se alterações regulatórias focadas na estabilidade económica, combate ao crime financeiro e integração responsável de tecnologias, cada vez mais ligadas à segurança nacional. Para dar resposta a estes desafios, as instituições financeiras deverão estar vigilantes e adotar estratégias ousadas que conciliem a gestão dos desafios imediatos com a procura de novas oportunidades, num sistema financeiro cada vez mais complexo e interligado.

As empresas de serviços financeiros podem encarar 2025 com um otimismo cauteloso face à evolução esperada da regulação, impulsionada pelo foco dos decisores políticos no crescimento económico e na eliminação de barreiras regulatórias. Contudo, será um ano desafiante, com várias alterações regulatórias destinadas a apoiar a competitividade, a sustentabilidade e a inovação. Neste contexto, o foco estará na inteligência artificial, na governação de dados e na resiliência operacional. Para aproveitar as oportunidades num ambiente regulatório cada vez mais complexo, será fundamental adotar uma gestão de riscos proativa, reforçar a cultura de risco, apostar na gestão de dados e priorizar os clientes.

  • Banca de retalho e comercial

Espera-se que a resiliência face a riscos geopolíticos, operacionais e cibernéticos seja consolidada, integrando-se a gestão de riscos climáticos nas decisões estratégicas e potenciando-se a digitalização e a inteligência artificial para assegurar uma transformação estratégica sustentável e a manutenção da rentabilidade.
 

  • Banca de investimento

Os modelos de negócio deverão ser ajustados às exigências regulamentares, nomeadamente CRD6 e liquidação T+1, com o reforço dos mecanismos de governação, planeamento e tomada de decisão em contextos de elevada incerteza, garantindo-se a resiliência operacional face à volatilidade dos mercados e aos riscos geopolíticos.
 

  • Seguros não vida

Perspetiva-se uma intensificação da supervisão no segmento de retalho, com ênfase na aplicação do Consumer Duty, conjugada com a gestão de riscos emergentes (geopolíticos, cibernéticos e climáticos) no segmento comercial, promovendo-se a robustez da função de risco e a utilização avançada de dados para assegurar conformidade regulamentar e eficiência operacional.
 

  • Seguros de vida

A implementação de reformas regulatórias que ampliem a elegibilidade de ativos para investimento será uma estratégia prioritária, garantindo simultaneamente a solidez financeira e a proteção dos titulares de apólices num contexto regulatório exigente e em rápida evolução.
 

  • Gestão de investimentos

A gestão da incerteza regulatória ligada ao SDR e à revisão do SFDR será crucial, assim como a mitigação dos impactos dos riscos geopolíticos nas avaliações de ativos. Neste sentido, a IA deverá assumir um papel central, contribuindo positivamente para otimizar a gestão de riscos, potenciar os resultados e garantir o cumprimento das normas de proteção do investidor.
 

  • Investimentos em mercados privados

Prevê-se uma resposta ao crescimento acelerado do setor através da implementação de políticas que promovam o investimento em ativos produtivos de longo prazo, com reforço dos mecanismos de supervisão e ampliação das capacidades de gestão de risco, controlo operacional e governação, suportados pela adoção intensiva de tecnologia e dados.

Conclusão


Embora os governos e reguladores estejam empenhados em facilitar o investimento em ativos produtivos de longo prazo, é igualmente prioritário garantir que as instituições disponham de controlos rigorosos para mitigar os riscos para o mercado e para os consumidores. Assim, é imperativo que as entidades invistam no fortalecimento das suas capacidades de gestão de risco e operações, nomeadamente através da adoção eficaz de tecnologia avançada e da utilização estratégica de dados.

Sobre o EMEA Centre for Regulatory Strategy (ECRS)

O EMEA Centre for Regulatory Strategy (ECRS) da Deloitte é uma fonte valiosa de informação e conhecimento, criada para ajudar as instituições financeiras a gerir a complexidade e convergência das novas regulamentações. O Centro reúne a experiência da rede regional e internacional da Deloitte, composta por profissionais especializados em risco, regulação e setores de atividade.

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